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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O swing da voz de ouro da Paraíba

O paraibano Jackson do Pandeiro foi o maior ritmista da história da música popular brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, o responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Pelas cinco gravadoras que passou em 54 anos de carreira artística estão registrados sucessos como Meu enxoval, 17 na corrente, Coco do Norte, O velho gagá, Vou ter um troço, Sebastiana, O canto da Ema e Chiclete com Banana.

A história da sua carreira artística reforça a herança da influência negra na música nordestina - via cocos originários de Alagoas - que lhe permitiram sempre com o auxílio luxuoso de um pandeiro na mão se adaptar aos sincopados sambas cariocas e à música de carnaval em geral.

Dono de um recurso vocal único, ele conseguia dividir seus vocais como nenhum outro cantor na música popular brasileira. Seu maior mérito foi de ter levado toda riqueza dos cantadores de feira livre do Nordeste para o rádio e televisão, enfim para a indústria cultural. Grandes nomes da MPB lhe devotam admiração e já gravaram seus sucessos depois que o Tropicalismo decretou não ser pecado gostar do passado da música brasileira, principalmente, a de raiz nordestina.

O intérprete de uma música brasileira feita para dançar criou um estilo único de cantar. Nascido em Alagoa Grande, Paraíba, 31/08/19, numa família de artistas populares. Sua mãe, Flora Mourão, era cantora e folclorista de Pastoril e o batizou como José Gomes Filho o apelidou de Jack pelo sua semelhança física com um ator norte-americano de filmes de western dos anos 30, Jack Perry.

Jackson do Pandeiro canta "Sebastiana" TVE 1979

São Paulo ontem e hoje

RUA DA SANTA CASA (atual Rua da Glória), em 1862

RUA DA SANTA CASA (atual Rua da Glória), em 2006

Educação atropelada!

Hoje, li no jornal folha de São Paulo a seguinte notícia: "O governo José Serra (PSDB-SP) decidiu contabilizar como horário para preparação de aulas e correção de provas os intervalos de dez minutos entre as aulas na rede estadual.
A medida foi tomada para ajustar a rede à lei federal sancionada em julho que determinou que docentes do ensino básico devem ficar 33,3% da jornada em atividades extra-aula.

Como em São Paulo o percentual era de apenas 17,5%, o Estado, num primeiro momento, protestou contra a lei pois a mudança significaria gasto adicional alegado de R$ 1,4 bilhão (10% do Orçamento da área)".

Na verdade o que o governador está fazendo com esta medida é driblar a Lei federal sem nenhuma desfaçatez. Que absurdo!

Alguns especialistas consultados pelo jornal criticam a medida: "O professor não consegue fazer nada em dez minutos", afirmou o membro do Conselho Estadual da Educação de São Paulo, Joaquim Pedro Villaça de Souza Campos. Afirmou ainda: "Mas a principal mudança deveria ser fixar o professor em uma única escola. Hoje, ele fica mais tempo se deslocando para várias escolas do que estudando."
É bom lembrar que manter um professor em uma única escola é um projeto defendido pela ex-prefeita Marta que está disputando o segundo turno na cidade de São Paulo.

A proposta do governo do estado é tão repudiada pelos profissionais da educação que a presidente da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais), Maria Izabel Noronha, disse que "a interpretação só convence a própria secretaria".
"Se ela [a secretária] não recuar, vamos fazer greve. São Paulo não pode atropelar uma lei federal",
afirmou Noronha.

Os especialistas estão certos, digo mais, não é possível imaginar uma educação de qualidade sem investir na qualificação profissional desta categoria. A previsão de atividades extra-aulas é uma medida que ajuda no preparo dos profissionais da educação. Este é o objetivo da lei sancionada pelo o presidente Lula que o Serra insiste em desrespeitá-la.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um pouco de Ceumar

Mineira de Itanhandu, a cantora Ceumar cresceu com a música impregnada no dia-a-dia de sua casa, graças ao pai cantor na juventude, à mãe sempre ao pé do ouvido do rádio, às aulas de piano e teoria musical na infância. Acabou criando uma carreira consolidada, influenciada por música brasileira.

Aos 16 anos, Ceumar começou a dedilhar o violão. Aos 18, foi para Belo Horizonte estudar na Fundação de Educação Artística, onde estudou violão clássico e canto. Em 1995, resolveu mudar-se para São Paulo. Ganhou uma música de Zeca Baleiro, chamada Dindinha, que, mais tarde, deu nome a seu CD de estréia, em 2000, com produção do próprio Zeca.

Ceumar canta "Avesso"

Todo apoio à greve da Polícia Civil

A greve dos policiais civis de São Paulo, liderada pelo Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo) e sindicatos dos delegados, dos escrivães e dos investigadores, completa 22 dias hoje (7). Meu mandato apóia integralmente o movimento por achar justas as reivindicações da categoria. Afinal, o salário que o governo paulista paga a seus policiais civis e militares está entre as menores remunerações pagas a agentes públicos do mesmo gênero em outros estados da federação.

As principais reivindicações da categoria são: aumento linear de 15%, aposentadoria especial e a eliminação da quinta e da quarta classe de delegados (os menores salários pagos à categoria). Além disso, toda vez que um policial for promovido de classe, ganhará um aumento de 20%. Com essas melhorias, um delegado em início de carreira que hoje ganha R$ 3.708,18 passaria a receber um salário de aproximadamente R$ 6.300,00 - segundo a Adpesp.

Não é possível viabilizar um projeto de segurança pública eficiente sem valorizar os policiais e todos os agente públicos que atuam nessa área.

Desejamos sucesso ao movimento!

Oposição perde espaço

Os três principais partidos de oposição ao governo Lula foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno da eleição de domingo. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70.

O presidente Lula resume: "Existem três partidos que estão muito nervosos: o DEM, porque perdeu muitas prefeituras, e o PSDB e o PPS, que perderam boas prefeituras".

Vereadores eleitos para a próxima legislatura em SP


Veja a lista dos vereadores eleitos em São Paulo e sua respectiva votação:

PT
Senival (PT)- 66.083
Arcelino Tatto (PT)- 59.250
Donato (PT) - 50.361
Francisco Chagas (PT) - 37.823
João Antonio (PT) - 33.899
Alfredinho (PT) - 33.395
Juliana Cardoso (PT) - 30.585
Ítalo Cardoso (PT) - 30.514
José Américo (PT) - 30.002
Zelão (PT) - 28.078
Chico Macena (PT) - 26.499

PMDB
Goulart (PMDB) - 90.022
Jooji Hato (PMDB) - 40.838

DEM
Milton Leite (DEM) - 80.023
Marta Costa (DEM) - 39.159
Marco Aurélio Cunha (DEM) - 38.394
Domingos Dissiei (DEM) - 37.734
Kamia (DEM) - 29.906
Carlos Apolinário (DEM) - 25.581
Sandra Tadeu (DEM) - 25.153

PR
Aurélio Miguel (PR) - 50.779
Antonio Carlos Rodrigues (PR) - 43.590
Toninho Paiva (PR) - 35.534
Agnaldo Timóteo (PR) - 26.163
Marco Cintra (PR) - 22.863

PSDB
Gabriel Chalita (PSDB) - 101.990
Mara Gabrilli (PSDB) - 79.874
Netinho (PSDB) - 54.683
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) - 50.513
Adolfo Quintas (PSDB) - 34.197
Claudinho de Souza (PSDB) - 33.570
Juscelino (PSDB) - 32.480
Gilson Barreto (PSDB) - 32.050
Floriano Pesaro (PSDB) - 31.719
Souza Santos (PSDB) - 31.318
Ricardo Teixeira (PSDB) - 27.242
Dalton Silvano (PSDB) - 24.074
Gilberto Natalini (PSDB) - 23.858

PC do B
Jamil Murad (PC do B) - 28.129
Netinho de Paula (PC do B) - 84.307

PSB
Eliseu Gabriel (PSB) - 31.587
Noemi Nonato (PSB) - 30.713

PRB
Atílio Francisco (PRB) - 25.669

PDT
Claudio Prado (PDT) - 30.998

PV
Tripoli (PV) - 45.717
Penna (PV) - 25.799
Abou Anni (PV) - 22.604

PP
Wadih Mutran (PP) - 26.037
Missionário José Olímpio (PP) - 28.902

PSC
Marcelo Aguiar (PSC) - 41.474

PTB
Celso Jatene (PTB) - 49.774
Adilson Amadeu (PTB) - 41.668
Paulo Frange (PTB) - 36.870

PPS
Claudio Fonseca (PPS) - 21.026
Dr. Milton Ferreira (PPS) - 14.873