quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Respeito é bom

Publico abaixo o e-mail que recebi do senhor Lourivaldo Delfino. Ele se sente indignado com o tratamento que recebeu do subprefeito da região de Aricanduva simplesmente por estar reclamando seus direitos.

"Eu, Lourivaldo Delfino, sou trabalhador, pai de família e cidadão Brasileiro, tenho respeito pelas pessoas com quem me relaciono e tenho como política que a educação é sempre o melhor caminho, portanto sou alguém que faz parte de uma sociedade onde existem pessoas carentes e decentes e com certeza pessoas de dignidade, não sou racista, fascista ou algo nesse sentido e tenho muito respeito pelo próximo, pois acredito muito no ser humano como alguém que merece respeito acima de tudo e acredito em Deus.

Desculpe começar assim minha escrita, ocorre que no dia 29/01 as 18:10 hs o Sr Vicente Marques (Tel.2295-7540) , Subprefeito da região de Aricanduva me ligou a respeito de reclamação feita por e-mail e repassado pelo Vereador Roberto Trípoli, a Subprefeitura Aricanduva pela obra do Riacho dos machados, falando em tom arrogante, como se eu fosse culpado por algo que não sou responsável ( atraso na obra), no entanto assumo toda a responsabilidade pelo e-mail enviado. Esse senhor não sabe e nem tem competência para analisar um e-mail enviado me colocando em situação de mal estar, o nobre Subprefeito arrogante colocou por três vezes que o chamei de incompetente em frase do e-mail enviado onde coloco a seguinte frase:
Obs: A Prefeitura não resolve e encaminha para a Subprefeitura do Aricanduva que não apresenta projetos de melhoria ou finalização desta obra, ou seja, pura incompetência, isso já se tornou um martírio para a população local..

Não tive nem como justificar a esse nobre arrogante que a incompentencia não se trata da pessoa dele e sim do Órgão Prefeitura do Município de São Paulo, como escrito na frase acima, bastava ele dizer ou encaminhar para endereço correto evitando esse mal estar desnecessário. Não bastasse o desafeto, para entender melhor, voltei a ligar para esclarecer o assunto e o mesmo ao atender e perceber que era eu, desligou o telefone de forma arrogante.

Estou cheio de pessoas desse tipo, tipo arrogante, imponente, que se acha dono da verdade, o tal. São pessoas assim que comprova o lixo que se encontra a política do país. Acho que não seria demais solicitar desculpas por parte desse senhor, que ele caia na sua arrogância e que a humildade tome conta de sua pessoa, pois o povo precisa de gente que agregue e não de pessoas que trabalham apenas para o seu ego.

Se fiz algo de errado, peço aos parlamentares e responsáveis que me perdoem, pois já são mais de 10 anos a espera de uma obra que parece já esta começando a se resolver, no entanto achei oportuno refazer a reclamação pedindo mais empenho dos vereadores de São Paulo na luta pela melhoria do bairro".

Sem Mais
Atenciosamente
Lourivaldo Delfino

Comentário: Quem se dispõe a assumir um cargo público deve estar disposto a receber e tratar os cidadãos com respeito, ter muito equilíbrio e, de forma transparente, saber dizer sim quando for possível. Na impossibilidade de atender o pedido, ter coragem para dizer não. Muitas vezes, um não, com as devidas justificativas, é suficiente. Ninguém exige o impossível - o que o povo não suporta é o desrespeito!

Sobre o carnaval

Festa popular, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.

Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.

O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.

A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.

Período de duração. Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.

Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".

As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.

Fatos históricos do dia 31 de janeiro

A Batalha de Stalingrado:
Em 31 de janeiro de 1943, termina a Batalha de Stalingrado, que ocorreu durante a II Guerra Mundial de 1943, depois de 6 meses de combates, com a vitória da Rússia sobre a Alemanha. Dos 300 mil combatentes de Hitler, 90 mil morrem de frio e de fome e mais de 100 mil são fuzilados

1918 - A Alemanha realiza um ataque aéreo a Paris, soltando 14 mil bombas sobre a cidade.

1938 - Constitui-se oficialmente em Burgos o primeiro governo espanhol presidido pelo general Franco, que substitui a Junta Técnica do Estado.

1949 - O Papa Pio XII anuncia, em uma audiência pública, o descobrimento da tumba de São Pedro.

1958 - Lançamento no espaço do primeiro satélite norte-americano, o Explorer-1.

1994 - Um incêndio destrói o Grande Teatro de Liceo, de Barcelona, construído em 1847.

Kassab dobra gastos com publicidade

Do jornal Folha de S. Paulo de hoje (31):

"O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pré-candidato à reeleição, dobrou os gastos com publicidade entre 2006 e o ano passado, com despesas empenhadas (gastos autorizados) de R$ 66,9 milhões, valor 117% superior ao do período anterior. Foi o maior salto entre todas as secretarias de Kassab, que ontem divulgou o balanço provisório de 2007.

Em verbas liquidadas (pagamentos já liberados), o valor chega a R$ 58,5 milhões, quase o mesmo aumento percentual (121%), em relação a 2006.
Kassab era vice de José Serra (PSDB) e agora, com apoio do governador, pretende disputar as eleições de outubro.

A estratégia de divulgar cada vez mais as realizações da prefeitura, além da presença constante de Kassab na propaganda eleitoral gratuita do DEM na TV, ocorreu em um momento em que ele precisava se mostrar viável para confrontar o ex-governador tucano Geraldo Alckmin na candidatura do bloco PSDB-DEM.

O salto com a divulgação de programas e obras da prefeitura coincide com o primeiro contrato de agências de publicidade firmado pela gestão PSDB-DEM. No início do ano passado, assumiram o serviço duas agências ligadas ao PSDB, a Nova S/B e a Lua Branca". Assinante leia mais.

Comentário: Enquanto isso, a administração atual não faz a manutenção dos serviços essenciais para a cidade: os bueiros estão entupidos, contribuindo para aumentar as enchentes; o mato toma conta dos canteiros e das praças públicas, conseqüentemente há uma infestação de ratos em todos os bairros de São Paulo, e o povo sofre com um sistema de saúde e de transporte de péssima qualidade. É bom que todos saibam que cerca de R$ 5 bilhões continuam aplicados no mercado financeiro, engordando ainda mais os lucros de bancos privados. Provavelmente estão esperando a melhor hora para gastá-los em obras eleitoreiras.

O nosso bolso e a jogada eleitoreira de Serra


O governador tucano José Serra joga novamente para a platéia ao anunciar o aumento conjunto das passagens do Metrô e dos trens da CPTM em São Paulo a partir do próximo dia 9. Segundo a Folha Online, a tarifa desses meios de transporte deve subir R$ 0,10 - dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,40.

A jogada eleitoreira de Serra se repete, pois em 2006, mal havia sido eleito, ele negociou com o antecessor Cláudio Lembo o aumento de 15% para a tarifa do transporte coletivo no Estado, o que também foi aplicado aos ônibus na Capital. As passagens passaram de R$ 2,00 para os atuais R$ 2,30 nos três moldes de transporte.

Agora, como o dia 5 de outubro é precisamente a data das eleições municipais Serra determina um reajuste "menor" - abaixo de 5%. Traduzindo: a idéia é tentar enganar os usuários do transporte (eleitores) com o discurso de que foi dado "um reajuste mínimo", isso sem falar que se trata de ano eleitoral...

Coisa bem tucana mesmo!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Um pouco de Chico Buarque

Em 1965, lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, transmitida pela TV Excelsor, além de Pedro Pedreiro, música fundamental para experimentação do modo com que trabalharia seus versos, com rigoroso trabalho estilístico morfológico e politização, mais significativa na década de 70. A primeira composição séria, Canção dos Olhos, é 1961.

Conheceu Elis Regina, que havia ganhado o Festival de Música Popular Brasileira de 1965 com a canção Arrastão; mas a cantora acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque se revelou ao público brasileiro quando ganhou o mesmo Festival, no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com A Banda, interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com Disparada, de Geraldo Vandré). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro A Era dos Festivais - Uma Parábola, revelou que a banda venceu o festival. O musicólogo preservou por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, constam que a música a banda ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, foi até o presidente da comissão e disse não aceitar a derrota de Disparada. Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente.

No dia 10 de outubro de 1966, data da final, iniciou o processo que designaria Chico Buarque como unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes.

Ela e sua Janela, de 1966, começa a demonstrar a face lírica do compositor. Com a observação da sociedade, como nas diversas vezes em que citação do vocábulo janela está presente em suas primeiras canções: Juca, Junuária, Carolina, A Banda e Madelena foi pro Mar. As influências de Noel Rosa podem ser notadas em A Rita, 1965, citado inclusive na letra, e Ismael Silva, como em marchas-ranchos.

Clique aqui e ouça Na Ilha De Lia No Barco De Rosa

Ouça também A Rita

Cai o número de homicídios no país

Do jornal Folha de São Paulo hoje (30)

Os últimos dados do estudo 'Mapa da Violência dos Municípios', divulgado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana e pelos ministérios da Justiça e da Saúde, mostram que a violência no Brasil continuou a diminuir em 2006. O total de homicídios no país nesse ano foi de 46.660. A queda ocorre desde 2004, mas seu ritmo vem se reduzindo.

Para o autor do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, pesquisador da Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), a diminuição do ritmo mostra que o impacto da campanha do desarmamento ocorrida entre 2004 e 2005 se tornou "residual".
Em 2006, foram 46.660 homicídios no país -sendo 33.284 mortes por arma de fogo, representando 74,4% do total de homicídios. A avaliação do pesquisador é que a campanha, que resultou no recolhimento de mais de 400 mil armas, conseguiu reverter a tendência de alta verificada até 2003, mas não foi suficiente para garantir uma queda "sustentável" ao longo do tempo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Clientelismo nos CEUs?

Recentemente visitei as comunidades de Vila Cisper e Vila Sílvia no distrito de Ermelino Matarazzo. O principal assunto discutido com as lideranças locais foi o critério para preenchimento das vagas no Centro Educacional Unificado Quinta do Sol que está prestes a ser inaugurado.

De fato, fiquei espantado com os relatos dos presentes. Todos foram unânimes em afirmar que o critério para ocupar as vagas naquele equipamento era o chamado "QI" ou seja, o popular "Quem indica". Famílias que moram bem próximo ao futuro CEU, mesmo estando dentro dos requisitos exigidos, não conseguiram vagas para seus filhos.

Em compensação, relataram que através do chamado "cartucho" de político clientelista famílias que moram a cerca de 4 Km de distância foram contempladas.

Levei o fato ao conhecimento do secretário da Educação, com quem vou me reunir no próximo dia 11 de fevereiro para tratar do assunto. O secretário se compremeteu desde já a abrir a relação dos matriculados para aquele CEU, e de forma transparente, discutir o assunto com a comunidade. Caso as denúncias se confirmem, ele garantiu tomar as devidas providências.

De volta ao antigo comitê

O presidente do Diretorio Estadual do PT, Edinho Silva, convidou o senador Aloízio Mercadante para fazer uma análise de conjutura na Executiva do PT paulista.

A reunião aconteceu ontem na sede do PT de São Paulo, local que sediou o antigo comitê de campanha do senador nas eleições para o governo do estado em 2006.

A farra dos números em ano eleitoral

A administração Gilberto Kassab prepara o 'terreno eleitoral' ao fazer uma verdadeira 'farra de números', de acordo com matéria publicada hoje (29) pelo jornal Folha de S. Paulo. A publicação informa que Kassab começa ano eleitoral com sobra de mais de R$ 1 bi (para assinantes da Folha/UOL).

Depois de um sem-número de contas apontadas pela área de finanças da Prefeitura, a matéria acrescenta um dado que o PT vem denunciando desde o início da administração do ex-prefeito José Serra (PSDB) - o crescimento das aplicações financeiras do município. Ou seja, o governo paulistano tem demonstrado ser "bom" em aplicações financeiras. A Folha cita um número da própria administração, segundo o qual São Paulo teria R$ 4 bilhões "aplicados em fundos de renda fixa". Esse número deve ser bem maior, pois mesmo no ano passado levantamentos da Liderança do PT na Câmara Municipal mostravam que os recursos que dormiam nos bancos privados da cidade já passavam de R$ 5 bilhões..

Ao final das contas, a tática do "desgaste antecipado" praticada por Serra e por seu sucessor sugeria que os dois miravam na possibilidade do esquema PSDB-DEM enfrentar a popularidade da atual ministra do Turismo nas eleições municipais deste ano. Pelo menos é o que se deduz quando um governo não faz a manutenção a devida manutenção da cidade, guarda dinheiro em bancos em período eleitoral e passa quatro anos repetindo mentiras contra uma administração adversária que, diga-se de passagem, foi uma das mais bem avaliadas da história pela população paulistana.

A linguagem do preconceito

Publico abaixo fragmentos de um longo artigo de autoria do jornalista Bernardo Kucinski para o site Carta Maior. Escolhi os trechos mais críticos do artigo exatamente para provocar o interesse dos leitores pela sua leitura. O artigo A linguagem do preconceito no jornalismo brasileiro é uma crítica consistente ao elitismo e ao preconceito que se generalizou na imprensa brasileira em relação ao presidente Lula.

Se este tipo de crítica partisse de uma elite conservadora, extremamente minoritária, porém presente historicamente no Brasil, até entenderíamos. O que não dá para entender é ver ilustres jornalistas, alguns bastante competentes, se tornarem propagadores desse tipo de preconceito. Acompanhe os trechos que selecionei:

"Virou moda dizer que “Lula não entende das coisas”. Ou “confundiu isso com aquilo”. É a linguagem do preconceito, adotada até mesmo por jornalistas ilustres e escritores consagrados".

"Se pessoas com a formação de um Mino Carta ou João Ubaldo sucumbiram à linguagem do preconceito, temos mais é que perdoar as dezenas de jornalistas de menos prestígio que também dizem o tempo todo que “Lula não sabe nada disso, nada daquilo“. Acabou virando o que em teoria do jornalismo chamamos de “clichê".

"Alguns jornalistas sabem que Lula não é nem um pouco ignorante mas propagam essa tese por malandragem política. Nesse caso, pode-se dizer que é uma postura contrária à ética jornalística, mas não que seja preconceituosa. Aproveitam qualquer exclamação ou uso de linguagem figurada de Lula, para dizer que ele é ignorante".

"Outra expressão preconceituosa que pegou é “ Lula confunde”. A tal ponto que jornalistas passam a usar essa expressão para fazer seus próprios jogos de palavras. “Lula confunde agitação com trabalho”, escreveu Lúcia Hipólito. Ou usam o confunde para desqualificar uma posição programática do presidente com a qual não concordam.. “O presidente confunde choque de gestão com aumento de contratações”,diz José Pastore. Confunde coisa alguma. Os neoliberais querem reduzir o tamanho do Estado, o presidente quer aumentar".

"A linguagem do preconceito contra Lula sofisticou-se a tal ponto que adquiriu novas dimensões entre elas a de que Lula tem até problemas de aprendizagem ou compreensão da realidade. Ora, justamente por ter tido pouca educação formal, Lula só chegou onde chegou por captar rapidamente novos conhecimentos, além de ter memória de elefante e intuição. Mas na linguagem do preconceito ...".

"O pré-conceito é juízo de valor que se faz sem conhecer os fatos. Em geral é fruto de uma generalização ou de um senso comum rebaixado. O preconceito contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo operario é ignorante, e a super-valorização do saber erudito, em detrimento de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da experiência ou do exercício da liderança. Também não aceitam a possibilidades das pessoas transitarem por formas diferentes de saber". Clique aqui e leia a íntegra do artigo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Injeção de recursos na economia

Do jornal O Globo, hoje (28):

Empresas vão pagar R$ 20 bi de bônus

"Por causa do crescimento da economia, as empresas pagarão R$20 bilhões de bônus e participação nos lucros este ano, 20% a mais do que foi distribuído no ano passado. Segundo pesquisa, só as grandes empresas pagarão 14º salário a três milhões de trabalhadores. Os bancos, que tiveram megalucros em 2007, distribuirão R$3 bilhões aos empregados do mercado financeiro e, no ABC, as montadoras pagarão 15% a mais do que no ano passado".

Mais mulheres encarceradas

Do Jornal do Brasil, hoje (28):

Dobra o número de mulheres nas prisões

"Nos últimos cinco anos, o número de mulheres privadas de liberdade duplicou: subiu de 3% do total de presos em 2002 para 6% em 2007. Do total de presos em delegacias e penitenciárias no país, estimado em 420 mil detentos, há atualmente 25,8 mil mulheres, sendo 6,5 mil presas em delegacias e 19,3 mil em penitenciárias. Os dados são do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça, relativos a junho de 2007 - os mais atualizados disponíveis.

Assim como os presos do sexo masculino, as detentas também sofrem com a superlotação nas delegacias e presídios. O déficit é de cerca de 12 mil vagas. De um total de 467 penitenciárias ou similares informados pelos estados ao Ministério da Justiça, apenas 40 são destinados a mulheres (8,5%), sendo que apenas 15 (3,2%) podem ser consideradas penitenciárias de grande porte, de acordo com o diretor-geral do Depen, Maurício Kuehne".

domingo, 27 de janeiro de 2008

Um belo artigo

Por sugestão da leitora Carla, publico abaixo um excelente artigo assinado por Gilson Caroni Filho para Carta Maior. O artigo - A crise e a esquerda que aprende com a história - qualifica bem as diferenças entre a política econômica do governo atual em relação aos seus antecessores. Ele mostra de forma cristalina que a política econômica atual não é de continuidade como apregoam alguns mal intencionados da política. Recomendo a sua leitura.

A crise e a esquerda que aprende com a história

Se, hoje, estamos mais preparados para uma provável desaceleração da economia mundial, temos o mais categórico desmentido dos que afirmavam que a economia brasileira não desandava por conta, apenas, de um cenário internacional favorável.

Gilson Caroni Filho

Ainda é cedo para avaliar com precisão quais os reflexos que a crise financeira internacional poderá ter no Brasil. Permanece a tensão nas bolsas de valores de todo o mundo, causada pelo medo de uma recessão nos Estados Unidos e os conhecidos consultores e jornalistas especializados já dão o ar de sua graça. Lembram, como faz o economista Caio Megale, em artigo para a Folha de S.Paulo que “deixamos para trás reformas importantes, como a tributária e a da previdência, cujos frutos fazem falta nestes momentos". Será que o maior feito do governo Lula não foi exatamente o de estabelecer fundamentos para um crescimento sólido sustentável? O que legitima quem pretende deitar cátedra sobre como conduzir a economia se eles são os mesmos que foram a nocaute nas crises dos anos 1990?

Se por um lado continuamos não subscrevendo críticas supostamente radicais, repletas de purismos inconseqüentes, aos rumos da política econômica adotada, por outro não podemos escutar calados os que pregam o velho receituário que levou o país à lona entre 1994 e 2002. Reafirmamos a necessidade de uma reforma fiscal e do controle efetivo do processo inflacionário. Mas perguntamos se há ambiente político para estabelecer, como destacou em artigo publicado no Globo, o ex-ministro Antônio Palloci, "uma agenda de reformas de interesses do país"? Como pactuar com uma oposição que aposta no "quanto pior, melhor?".

Nunca esqueçamos o sucateamento na estrutura produtiva feita pela opção subalterna do governo anterior e a conseqüente redução da margem de manobra da equipe econômica no primeiro mandato do presidente petista. Muito menos o enfraquecimento do Estado Nacional levado a cabo em sintonia com a globalização neoliberal pode ser perdido de vista. Nossa postura está longe da resignação. De vislumbrar, no cenário criado pelos centros hegemônicos de poder, uma inevitabilidade natural à qual só resta uma adesão "inteligente". Justo agora quando o epicentro da crise está na sede da “racionalidade neoliberal”. É no fio da navalha, nos interstícios da ação política, que o soberano submete a fortuna à virtù. É hora de reafirmar os acertos das opções. Sem qualquer receio de críticas à esquerda ou à direita.
Lembrar, por exemplo, que pouco tempo após a primeira eleição de Lula, nos nove primeiros meses de 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,3%, o melhor resultado desde 95. Houve aumento de investimentos e vários setores começaram a reduzir a capacidade ociosa. A equipe econômica soube aproveitar a desvalorização do dólar e captar US$ 500 milhões, através de bônus com vencimento em 2014 e juros extremamente favoráveis. Não era isso o que esperavam os profetas do caos.
...

...Se,hoje, estamos mais preparados para uma provável desaceleração da economia mundial, temos o mais categórico desmentido dos que afirmavam que a economia brasileira não desandava por conta, apenas, de um cenário internacional favorável. Contas externas relativamente confortáveis, nível de endividamento cadente, reservas na casa de US$180 bilhões e crescimento em ritmo forte, com peso considerável no mercado interno, reduz consideravelmente nossa dependência externa. Claro que não estamos imunes a uma crise internacional, mas bem distantes do endividamento e do déficit em contas correntes que marcaram o governo FHC.Leia mais.

PT e PSDB

Do Painel do Leitor do jornal Folha de São Paulo hoje (27)

"Todas as vezes em que ocorre um fato desfavorável ao governador de São Paulo ele destila a seguinte frase: é coisa do PT. Críticas, manifestações, reivindicações são totalmente insufladas pelo partido de oposição. Será que o PT está com essa bola toda? Não seria mais sensato admitir que existe um contentamento "descontente" por parte dos paulistas em relação à gestão do seu partido? Afinal, são quase 15 anos de PSDB em São Paulo e há tanto por fazer! Mãos à obra, Serra: trabalhe mais, reclame menos e assuma os erros."
MARA CHAGAS (São Paulo, SP)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Sobre o Conselho Municipal de Saúde

O Conselho Municipal de Saúde foi criado com o objetivo de fortalecer a participação da população usuária do sistema e dar maior transparência aos atos do poder público na gestão da saúde pública em nossa cidade. Infelizmente, o atual secretário municipal da área, em uma atitude autoritária, tenta de todas as formas impedir o funcionamento desse importante instituto. Publico abaixo a Nota de Esclarecimento aprovada na última reunião do Conselho Municipal de Saúde da Cidade de São Paulo.

SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE

Conselho Municipal de Saúde de São Paulo

Nota de Esclarecimento à População de São Paulo

O Conselho Municipal de Saúde de São Paulo (CMS-SP) vem a público esclarecer a população paulistana sobre os fatos graves que estão ameaçando o seu funcionamento democrático, pois violentam os princípios constitucionais do SUS, em especial, os do controle social.

Desde sua criação, ainda nos anos 80, o CMS-SP se constitui de modo tripartite, com representantes do governo municipal, os usuários e os trabalhadores da saúde. Os representantes dos usuários e trabalhadores da saúde sempre foram indicados de modo autônomo pelos seus movimentos e entidades, sem qualquer ingerência dos governos. Mesmo no período de vigência do famigerado PAS, imposto pelos governos Maluf-Pitta, o CMS-SP respeitou essa regra de composição do pleno do Conselho.

Em novembro de 2007, uma vez mais, os movimentos e entidades desencadearam processos eleitorais para indicar seus legítimos representantes ao plenário do CMS-SP. Os resultados desse processo foram amplamente discutidos e aprovados pelo pleno do CMS-SP.

Contudo, em janeiro de 2008, quando aguardávamos que o governo municipal indicasse os seus representantes para comporem o CMS-SP para o período 2008-2009, isso não aconteceu. Para nossa perplexidade, ao invés de indicar seus representantes, o Senhor Secretário Municipal de Saúde, extrapolando completamente suas competências, decidiu substituir a vontade dos movimentos populares e entidades e, de modo autoritário e unilateral, publicou no Diário Oficial do Município, portarias impugnando os eleitos democraticamente pela população paulistana. Um verdadeiro ato de cassação de mandatos populares que faz lembrar os piores momentos da ditadura militar. Para um governo de um partido cujo nome é Democratas, nada pode ser tão contrário à noção de democracia.

Em reunião plenária, realizada em 24/1/08, o CMS-SP deliberou tornar sem efeito os atos autoritários do Senhor Secretário de SMS e dar posse aos conselheiros eleitos peara o período 2008-2009. Isto foi feito em respeito à soberania dos cidadãos paulistanos e contra a ingerência do governo em decisões da comunidade.

São Paulo, 24 de Janeiro de 2008.

Plenário do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo

Uma boa sugestão

Recebi um e-mail do prof. Orlando solicitando meu apoio a um pleito da sua comunidade reivindicando a implantação de Cursos Técnicos em uma escola do bairro de Ponte Grande na cidade de Guarulhos. Conte comigo. De minha parte, vou procurar sensibilizar o Governo do Estado da importância de atender esta demanda. Trata-se de um pleito da maior importância para o futuro profissional de nossa juventude e para o Brasil. Investir em mão de obra qualificada é contribuir decisivamente para o desenvolvimento econômico do País. Leia abaixo o e-mail do professor:

"Prezado Amigo,
Vereador João Antonio

Solicitamos de VS, apoio junto governo do Estado de São Paulo, fins oferecer Cursos Técnicos concomitante com o ensino médio nas Escolas Estaduais, através da Secretaria de Estado da Educação, seguindo iniciativa de alguns Estados da Federação que já têm acordo com o Ministério da Educação para implantar imediatamente a nova alternativa, atendendo Decreto Presidencial 5154 de 26/07/04.

A presente sugestão para implantação de unidades técnicas no Município de Guarulhos, surgiu em decorrência de reivindicação da comunidade local e adjacente.

Durante mais de 25 anos a EE Dom Paulo Rolim Loureiro, no bairro da Ponte Grande, em Guarulhos, ofereceu cursos técnicos à comunidade de diversos bairros. A procura por uma das 400 vagas/ano disponíveis era tão grande que a escola optou por realizar processo de seleção. Esses cursos funcionavam concomitantemente com o ensino médio e foram transferidos para a Secretaria de Ciência e Tecnologia, Resolução Conjunta SE/SCTDET 2, de 19-11-2003, sob responsabilidade do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza - CEETEPS que não deu continuidade. Hoje na escola citada, existem 24 salas ociosas apenas no período noturno e o município com uma população superior a 1.300.000 habitantes, não conta com curso técnico público e gratuito. Os jovens carentes ficam sem acesso aos cursos da rede privada, e, conseqüentemente, sem a especialização que hoje é exigida pelo mercado de trabalho local, condicionado a recrutar pessoal de outras localidades com maior aparato de ensino tecnológico.

As áreas tecnológicas mais carentes de mão-de-obra especializada em Guarulhos, considerando-se as empresas instaladas são: Mecânica, Elétrica, Informática, Gestão Empresarial, Turismo, Hotelaria, Enfermagem, Comércio Exterior, Planejamento de Recursos Humanos, Planejamento Jurídico Empresarial, Planejamento Financeiro e Contábil. Atenciosamente. Abraço".......

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Arte nos 454 anos de São Paulo

Nesta sexta-feira (25/01), São Paulo completa 454 anos com uma série de opções culturais durante todo o dia. De Jorge Benjor à Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, estão programas várias atividades gratuitas nas mais diferentes regiões da cidade.

CONFIRA

Fabiana Cozza no Pátio do Colégio
Logo às 9h30, a badalada sambista Fabiana Cozza se apresenta gratuitamente no Pátio do Colégio, no centro de São Paulo e próximo a estação Sé do metrô. No repertório, devem estar canções de seu premiado CD O Samba é Meu Dom.

Jair Rodrigues e Virgínia Rosa juntos no Edifício Altino Arantes
Ao meio-dia, Jair Rodrigues e Virgínia Rosa, se apresentam em frente ao edifício Altino Arantes, um dos cartões-postais da cidade, relembrando clássicos da história da mesma, como Sampa, de Caetano Veloso, Te Amo São Paulo, de Tom Jobim, e Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. Não devem faltar sucessos na voz de Jair Rodrigues, como Disparada e Majestade O Sabiá.

Edifício Altino Arantes – Grátis – Rua João Brícola, 24, no Centro (próximo à estação de metrô São Bento)

Muita poesia na Casa das Rosas
Para quem gosta de poesia, a Casa das Rosas montou uma programação especial, que vai das 14h às 21h, dedicada à poesia paulistana. Estão no cardápio recital do jovem Átila Almada, apresentação da Peseptom Banda Vocal, formada por sete vozes, uma récita e entrevista pública com o poeta Roberto Piva. Há ainda interpretação do poema A Meditação sobre o Tietê, de Mário de Andrade, pelo ator Pascoal da Conceição, que se vale de sua incrível semelhança física com o modernista.<> Casa das Rosas – Grátis – Avenida Paulista, 37; (11) 3288-9447 Jorge Benjor e Funk Como Le Gusta no Parque da Independência

O Parque da Independência deve ficar pequeno para a multidão que deverá comparecer ao local para conferir, a partir das 15h, shows gratuitos de feras como a banda sul-africana Kholwa Brohers e dos brasileiros do Glória e Funk Como Le Gusta. A atração principal é Jorge Benjor, que relembrará antigos sucessos como País Tropical, Banda do Zé Pretinho, Fio Maravilha, Mas Que Nada e Chove Chuva, entre outras.

Parque da Independência – Grátis – Avenida Nazaré, s/n., Ipiranga; (11) 3334-0001, ramal 1950

Nau de Ícaros em dose dupla no Teatro Sérgio Cardoso
Uma das melhores opções teatrais do dia é a apresentação da ópera buffa Cidade dos Sonhos, com texto de Fábio Malavoglia e direção de Leopoldo Pacheco e Marco Vettore, e do espetáculo De Um Lugar Para o Outro, com roteiro e direção de José Possi Neto, que retrata o universo das tradições populares brasileiras, pela Cia. Cênica Nau de Ícaros. A primeira peça será exibida às 16h e a segunda às 20h, no Teatro Sérgio Cardoso.

Teatro Sérgio Cardoso – Grátis – Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista; (11) 3288-0136

Banda Sinfônica no Theatro São Pedro
Às 18h30, a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, será regida pela maestrina Érika Hindrikson, num repertório que vai de Heitor Villa-Lobos (O Trenzinho do Caipira) ao jovem André Mehmari (A Cidade e a Pinacoteca), passando por Camargo Guarnieri (Dança Brasileira), Ary Barroso (Aquarela do Brasil) e Chico Buarque (A Banda).

Theatro São Pedro – Grátis – Rua Barra Funda, 171, na Barra Funda; (11) 3667-0499

Jazz Sinfônica e Miúcha no Memorial
Mais tarde, às 21h, será a vez da cantora Miúcha subir ao palco do Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina na companhia da Jazz Sinfônica, sob a regência do maestro João Maurício Galindo. Será rara oportunidade para ouvir obras-primas como Jobimniana, de Cyro Pereira, Outros Sonhos, de Chico Buarque, Você Vai Ver, de Tom Jobim, e Amei Tanto e Pra Que Chorar, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, Maria Maria, de Milton Nascimento, e Carinhoso, de João de Barro e Pixinguinha, entre outras.

Memorial da América Latina – Grátis – Rua Auro Soares de Moura Andrade, 664; (11) 3823-4600

O avanço da 'privatização disfarçada' em SP

Do jornal O Estado de S. Paulo neste dia do Aniversário de 454 anos da cidade de São Paulo:

OS já respondem por 30% da rede de saúde

"Quase 30% da rede básica de saúde da cidade de São Paulo passará a ser gerenciada por Organizações Sociais, entidades privadas sem fins lucrativos que tiveram de comprovar experiência na área de saúde para assumir os serviços.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) firma hoje contratos com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo e a Congregação Santa Catarina para que gerenciem 87 postos de saúde, 10 AMAs (Assistência Médica Ambulatorial), além de outros 14 serviços, como Centros de Atenção Psicossocial. No total, elas serão responsáveis por unidades que atendem 3 milhões de pessoas".

Comentário: Quanto ao "critério de escolha" das entidades, não é verdade que prevalece a "experiência". Existe uma porta aberta para indicações e escolhas políticas, pois é feita uma "seleção" - algo que pode ser pura subjetividade. Além do mais, até hoje a Prefeitura se nega a enviar relatórios à Câmara Municipal sobre a atuação dessas entidades que usam dinheiro público sem passar por licitação.

Fiquem atentos

Da Folha Online hoje (25)

"O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nomeou para integrar o Cetran, órgão que julga recursos de multas de trânsito, um engenheiro filiado ao PSDB cuja carteira de motorista ultrapassou o limite de 20 pontos em multas --o suficiente para ter a carteira suspensa.

Amaury Hernandes, ex-vereador e hoje secretário de Trânsito de São José do Rio Preto (interior de SP), foi um dos 12 indicados para substituir os membros do Conselho Estadual de Trânsito destituídos neste mês, após a Folha revelar que eles anulavam, desde agosto, todas as multas por desrespeito ao rodízio em São Paulo, com a justificativa de que não há placas para sinalizar a restrição.

Pelos registros do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), a habilitação de Hernandes acumula 28 pontos em sete multas por excesso de velocidade e uso do celular entre 28 de dezembro de 2006 e 27 de agosto de 2007. Hernandes responsabiliza outro motorista que, segundo ele, comprou seu carro.

A nomeação de um julgador com mais de 20 pontos é vetada, por exemplo, nas Jaris de São Paulo, que avaliam os recursos em primeira instância. Um dos objetivos é evitar membros com conduta questionável ao volante".

A resposta do PT a Serra

A Folha de S. Paulo desta sexta-feira (25) publica uma nota com a resposta do PT às insinuações do governador tucano José Serra de que o Partido dos Trabalhadores estaria por trás do que ele classificou como "sabotagem" - o mais recente incêndio no Hospital das Clínicas. Veja abaixo o que o jornal trouxe hoje como resposta da Executiva Estadual e da bancada do PT na Assembléia Legislativa:

RESPOSTA: GOVERNADOR NÃO PODE FAZER ACUSAÇÕES SEM PROVAS, DIZ PT

"O PT disse em nota divulgada ontem que o governador José Serra (PSDB) "tenta partidarizar um problema administrativo" ao acusar o partido de influenciar o sindicato dos funcionários e servidores do Hospital das Clínicas. "Isso é provocação petista", disse Serra anteontem, após um incêndio no HC, sobre o sindicato querer pedir a interdição do hospital. "A sensatez manda que Serra não faça acusações sem provas", diz trecho da nota do partido".

Clique aqui e leia a íntegra da nota do PT sobre o assunto.

A lenta movimentação das peças no tabuleiro...

Da Folha de S. Paulo, hoje (25):

Vereadores do PSDB querem manter aliança com o DEM

"Cobrando "bom senso" do partido, a bancada do PSDB na Câmara Municipal defendeu ontem, em nota, a manutenção da aliança com DEM para as eleições, "independentemente da candidatura que venha a ser definida". Divulgada no dia em que alckmistas cancelaram dois atos programados para a semana que vem em favor da candidatura própria, a nota contraria discurso do ex-governador Geraldo Alckmin, para quem "é bom para o povo ter mais uma opção". Na nota, os vereadores tucanos afirmam que é "fundamental a preservação da aliança". Leia mais (assinante da Folha/UOL).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Serra insiste em partidarizar problemas do HC

Em nota à imprensa, o Partido dos Trabalhadores rebate a tentativa do governador José Serra (PSDB) de associar o PT aos incêndios ocorridos nos últimos tempos no Hospital das Clínicas. Veja abaixo o teor da nota enviada hoje à imprensa pela Executiva Estadual do PT e pela Bancada petista na Assembléia Legislativa:

NOTA À IMPRENSA

Serra partidariza problemas do HC

O governador tucano José Serra tenta partidarizar um problema meramente administrativo envolvendo os incêndios recentes no Hospital das Clínicas. Em entrevista, ele inisinuou que os acidentes teriam sido sabotagem do sindicato dos trabalhadores do HC e que o Partido dos Trabalhadores tem influência sobre a direção daquela entidade – fatos negados pelos sindicalistas.

Como se tornou público, os problemas de falta de segurança no HC estão sendo denunciados não apenas pelas entidades representativas dos trabalhadores daquela instituição, e sim pelo próprio Ministério Público Estadual.

As acusações infundadas de Serra não passam de uma 'cortina de fumaça' para esconder um problema de gestão do HC, que aliás se estende a todo o sistema de saúde pública estadual.

É provável que a reação desproporcional do governador seja fruto da sua pouca tolerância com a vigilância da oposição na Assembléia Legislativa, própria de um regime democrático.

A sensatez manda que Serra não faça acusações sem provas e deixe de partidarizar questões que exigem soluções técnico-administrativas.

São Paulo, 24 de janeiro de 2008.

Executiva Estadual do PT de São Paulo

Bancada do PT na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

Mais investimentos da Petrobras

Do Jornal do Brasil, hoje (24):

Petrobras investirá mais de US$ 112 bilhões até 2012

"A Petrobras pretende ampliar ainda mais os investimentos nos próximos cinco anos por causa da descoberta dos campos Tupi e Júpiter, este último anunciado anteontem também na Bacia de Santos (SP), informou o presidente da companhia José Sergio Gabrielli.

De acordo com o executivo, a companhia pretendia investir US$ 112 bilhões até 2012, mas esse valor será ampliado por causa dessas novas descobertas e, possivelmente, outras futuras. A revisão do plano estratégico qüinqüenal será feita em junho, informou ontem Gabrielli, que participa do encontro anual do World Economic Forum (WEF) em Davos, Suíça.

- Esses investimentos não contemplam as novas reservas. Estamos em um processo de revisão do plano qüinqüenal de investimentos, que é revisado anualmente - explicou. Segundo o executivo, dentro desse plano estratégico, a Petrobras tem 454 projetos de investimentos com valores acima de US$ 25 milhões e mais de 1,5 mil outros projetos com valores abaixo desse mesmo valor".

Diálogo, que diálogo?

Do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira (24):

Alckmin e Kassab abrem diálogo

"O presidente do PSDB paulista, José Henrique Reis Lobo, reuniu ontem num almoço em sua casa o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Os três conversaram por cerca de uma hora sobre a eleição e o futuro político dos dois pretendentes à Prefeitura de São Paulo.

Foi o primeiro encontro em muito tempo entre os pré-candidatos, e ocorreu num clima ameno, segundo um auxiliar de Alckmin. Os dois deixaram claro que não há intransigências e o importante é buscar uma estratégia que satisfaça ao PSDB e ao DEM. Para integrantes dos dois partidos, a conversa valeu não pelo que foi dito - nada conclusivo -, mas por representar um gesto de aproximação, numa semana em que os ânimos se acirraram e a fratura entre PSDB e DEM ameaçou crescer.

O encontro é parte de uma rápida temporada de caça de Alckmin. Horas antes, ele falou com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, articulador da candidatura Kassab. Na noite anterior, visitara o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também na segunda-feira, deputados alckmistas haviam discutido o futuro na casa do deputado Bruno Covas".

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Quem mentiu e quem fala a verdade

O jornalista Elio Gaspari publica hoje na Folha de S. Paulo um artigo no qual compara o comportamento dos governos Lula e FHC em matéria de "dizer a verdade" à população quando o assunto é o risco de uma crise econômica como reflexo dos problemas ora enfrentados pela economia dos Estados Unidos.

No texto O presidente do BC diz a verdade (para assinantes da Folha/UOL), Gaspari faz a seguinte observação:

"Pela primeira vez, depois de 35 anos e três outras crises, o governo está dizendo verdades. Mais: não está mentindo, o que é um ótimo início de conversa. Na crise de 1998, a ekipekonômica do tucanato, sentada em cima do câmbio fixo, jurava que não desvalorizaria a moeda. Fizeram toda sorte de mandracarias e, uma vez obtida a reeleição de FFHH, abandonaram o populismo cambial. Somaram uma dificuldade (a crise iniciada na Ásia um ano antes) a um erro (o dólar de R$ 1,20), queimaram as reservas internacionais do país e embrulharam a patuléia com lorotas".

É uma leitura recomendável para o dia de hoje.

Sobre o "Fura-fila"

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo, hoje (23):

O custo do Fura-fila

"Há três meses, ao inaugurar a primeira etapa do corredor de ônibus Expresso Tiradentes, o então secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, comparou o ato ao “momento de dar o sopro de vida ao boneco de barro”. O sopro custou R$ 861 milhões aos governos municipal, estadual e federal, e o boneco deu apenas um fraco e frustrante sinal de vida.

Planejado para ser um mirabolante anel de 70 quilômetros ao redor do centro de São Paulo, por onde circulariam, em calhas suspensas, veículos ultramodernos ao custo de apenas R$ 146 milhões, o sistema entregue ao público tem apenas 8 quilômetros de corredores exclusivos construídos sobre pilotis de 15 metros, por onde rodam ônibus idênticos aos demais da frota paulistana a uma velocidade que não pode superar os 40 km/h, por questões de segurança, enquanto nos corredores normais os veículos trafegam a 50 km/h. Há dez anos estimava-se que o Fura-Fila transportaria 70 mil passageiros diários; hoje se constata que sua capacidade não passa de modestos 41 mil.

A Prefeitura estima que serão necessários mais R$ 600 milhões para estender o corredor - que hoje liga o Terminal Mercado, no centro, ao Terminal Sacomã, na zona sul - até a populosa e carente Cidade Tiradentes, na zona leste. Esse trajeto de 32 quilômetros poderia atender cerca de 350 mil passageiros por dia, conforme previsões dos técnicos da administração municipal.

O prefeito Gilberto Kassab quer inaugurar o novo trecho ainda neste ano, mas o secretário de Transportes, Alexandre Moraes, planeja o término da obra para 2009. Segundo Kassab, “a obra mais cara é a obra parada”. É verdade, desde que seja uma obra necessária para a cidade. Estudos sobre o transporte público na cidade mostram que há pelo menos seis grandes gargalos no sistema. Esses nós poderiam ser desfeitos com a construção de simples corredores exclusivos, com custo muito inferior ao do Expresso Tiradentes e melhores resultados para a população. O melhor, portanto, seria que o prefeito não furasse a fila dos projetos verdadeiramente importantes para São Paulo". Leia mais.

Meu comentário: Esta é uma polêmica que persiste desde o início deste projeto. Aquilo que foi uma peça de marketing do Maluf para eleger o Pitta como seu sucessor virou um problema para as futuras administrações da cidade. Quando a atual ministra Marta Suplicy assumiu a prefeitura chegou-se à conclusão que demolir o que já estava feito era mais caro do que dar continuidade ao trecho da obra iniciado pelo prefeito anterior. Porém, diante da demanda apresentada - limitar o projeto ao trecho já concluído que vai do Mercado Municipal até o Sacomã - não justicaria os seus custos, então concluiu-se pela reformulação do projeto. Os estudos encomendados pela ex-prefeita aos técnicos da área apontaram para tranformar o antigo Fura-fila em um "corredor exclusivo" com o objetivo de atender toda uma região que não é servida pelo sistema de Metrô. Foi aí que surgiu o chamado Paulistão que o Serra mudou o nome para Expresso Tiradentes.

A carência de um transporte coletivo de qualidade que atenda os bairros de Vila Prudente, Sapopemba, São Mateus, Iguatemi e Cidade Tiradentes é pública e notória. Os bairros citados são atendidos apenas pelo sistema de ônibus e vans. Não existe por parte do governo do Estado nenhuma previsão, a médio prazo, para estender a linha 2 do Metrô para toda essa região. O único projeto de curto prazo existente é o chamado Expresso tiradentes. Portanto, a administração da cidade não pode conviver com o dilema de ter que optar entre o sistema atual oferecendo um serviço de péssima qualidade ou esperar décadas até que sejam criadas as condições para viabilizar uma linha de Metrô para atender milhões de habitantes desta região da cidade.

O Corredor exclusivo (Expresso Tiradentes) é única solução viável no curto prazo capaz de qualificar um pouco mais o transporte público dos bairros que compõem a chamada Zona Leste-l de São Paulo. Sua população não agüenta esperar "30 anos ou mais" para usufruir de um sistema de transporte público decente.

Queda expressiva da mortalidade infantil

Da Folha de S. Paulo, hoje (23):

Mortalidade de crianças no Brasil caiu 65% desde 1990

"A mortalidade de crianças com menos de cinco anos caiu 65% entre 1990 e 2006. A queda, acentuada a partir de 2004, fez o país melhorar 27 posições no ranking desse indicador, que foi divulgado ontem no relatório "Situação Mundial da Infância 2008", do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Em 2006, o Brasil aparece na 113ª posição entre 196 países -o primeiro colocado, Serra Leoa, é o que apresenta pior índice. Em 2004, estava em 88º e, em 1990, em 86º". Leia mais (assinante da Folha/UOL).

Comentário: Este é um resultado que deve ser creditado ao trabalho de sucessivos governos, mas não se pode negar que a ação do governo Lula - com fortes investimentos na área social - foi decisiva para acelerar a queda desse que sempre foi um índice vergonhoso para o país. Agora precisamos avançar a passos ainda mais rápidos para mudar esse quadro de uma vez por todas!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O tucano Matarazzo e o uso do dinheiro público

Matéria do jornal Diário de S. Paulo desta terça-feira (22) informa que o tucano Andrea Matarazzo, secretário de Subprefeituras da Capital, "tem cadeira cativa em rádios". O texto acrescenta que a presença dele ocorre justamente em duas emissoras que mais receberam verbas municipais em 2006.

Segundo o Diário, as rádios Capital AM e Tupi AM têm "participação permanente de Matarazzo" em sua programação. Noutro trecho, a reportagem frisa que o secretário "fala das obras da Prefeitura, se compromete a solucionar problemas de ouvintes e ouve elogios dos apresentadores à gestão Kassab".

Um detalhe curioso: nesses dias os jornais trazem notas sobre eventual candidatura de Matarazzo a vice-prefeito a se confirmar a candidatura do prefeito Gilberto Kassab nas eleições deste ano...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

R$ 800 milhões para creches e pré-escolas

O governo federal anuncia mais investimentos para ampliar a oferta de vagas na área da Educação, informa o portal do PT Nacional. Leia um trecho da notícia abaixo:

Proinfância vai investir R$ 800 milhões em creches e pré-escolas

"O Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) deverá destinar R$ 800 milhões até 2010 para a melhoria e a ampliação da rede de creches e pré-escolas das redes municipais e do Distrito Federal".

Parque Central do Itaim está garantido

O distrito do Itaim Paulista, na zona leste da Capital, será beneficiado com uma iniciativa do meu mandato que virou lei em junho do ano passado - a criação do Parque Central do Itaim Paulista. O futuro equipamento público ocupará uma área de 22 mil metros quadrados da antiga Chácara do Seu Antônio, na região central do Itaim.

Conforme compromissos assumidos pela administração atual, o Parque Central integrará um conjunto de novos parques a serem construídos na cidade de São Paulo pela Prefeitura.

Isso quer dizer que a população do Itaim Paulista terá o seu quinto parque público assim que todo o processo de desapropriação da área for concluído, e o compromisso da Prefeitura é garantir a sua construção. Vamos acompanhar de perto!

O preparo do mercado brasileiro

Da Folha de S. Paulo desta segunda-feira (21):

Estudo vê empresas preparadas contra crise

"As empresas brasileiras de capital aberto estão preparadas para enfrentar o impacto de possível crise econômica nos Estados Unidos. É o que mostra pesquisa realizada pela Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo do Estado de São Paulo), feita com base em balanços de empresas listadas em Bolsa.

Segundo o estudo, que abrangeu o período de 2002 a 2007, essas companhias atravessam o melhor momento de suas histórias. Numa primeira fase, a pesquisa anual avaliou o desempenho de 201 companhias que divulgam balanços trimestrais e que, juntas, faturaram o equivalente a meio PIB brasileiro. Foi comparado seu desempenho nos primeiros nove meses no ano passado contra o mesmo período de 2006.

Além dos já esperados aumentos de vendas e lucratividade, de 19% e 22,4%, respectivamente, no período, a Fundap constatou que as empresas têm hoje baixíssimo endividamento e aumentaram seus ativos permanentes, em média, em 29%. Entre os ativos permanentes, estão bens como imóveis e equipamentos, que indicam investimentos feitos em aumento de produção".

domingo, 20 de janeiro de 2008

Metrô é a solução para transporte público em SP

O leitor Carlinhos "Cobra" pede a minha opinião sobre seguinte matéria publicada no jornal Folha de Vila Prudente: "Já é certa a formação de um grande grupo de lideranças locais para pressionar a direção da Cia. do Metrô no sentido de que a Linha 2 siga para Sapopemba e São Mateus, depois de chegar em Vila Prudente. O movimento deve ganhar força depois do Carnaval, e vai contar com políticos de todos os partidos, entidades sociais e clubes de serviço da região. Como já dissemos, ninguém vai tirar proveito da reivindicação, já que a mesma não tem dono ou cor política".

Meu comentário: Em primeiro lugar quero saudar todas as lideranças do bairro de Sapopemba pela brilhante iniciativa. Por que o Metrô só até Vila Prudente se a população do bairro de Sapopemba também precisa de transporte público?

Transporte público ineficiente contribui para a desorganização urbana. Em uma megalópole como São Paulo, o transporte coletivo deve estar no centro de seu planejamento estratégico, portanto, deveria ter sido objeto de planos diretores sérios que fossem capazes de pensar a cidade a longo prazo, integrando o tranporte publico com um elemento essencial - uma melhor qualidade de vida para o cidadãos paulistanos.

É bom que se diga que a elaboração e implementação de Planos Diretores consistentes, não tem sido a marca da maioria dos prefeitos que administraram o nosso município. O único Plano Diretor que teve uma incidência real na vida de nossa cidade foi gestado no governo Prestes Maia e implementado na gestão do prefeito Faria Lima. Assim mesmo, esse plano versou basicamente sobre o viário público. Foi neste plano estratégico que foram planejadas e posteriormente executadas as obras que originaram as avenidas 23 de Maio, Radial Leste, Paulista, Faria Lima e as Marginais Tietê e Pinheiros, entre outras.

É inegável que este plano foi importante para São Paulo: sem as Avenidas citadas acima São Paulo estaria inviável nos dias de hoje. Porém, mesmo o Plano Diretor citado não foi capaz de reverter uma tendência danosa para o futuro de São Paulo, que foi o transporte publico centrado em ônibus e não em redes metroviárias e ou ferroviárias, como acontece na maioria das metrópoles do mundo. Vale a pena destacar que na época já era possível detectar esta tendência do transporte público na cidade.

Como se vê, mesmo reconhecendo a importância do planejamento esboçado no governo Prestes Maia, percebemos que o mesmo era limitado e incompleto, incapaz de dialogar com a complexidade futura de nossa cidade.

Do período da gestão Prestes Maia até o governo Marta, a cidade não teve um plano diretor "para valer". O governo Jânio Quadros outorgou um plano diretor que não alterou positivamente em nada a vida da cidade. A ex-prefeita Luiza Erundina tentou, mas não conseguiu aprovar na Câmara a sua proposta de plano diretor. Recentemente a então prefeita Marta aprovou um novo plano diretor para São Paulo, com uma nova visão de ocupação do espaço urbano, um projeto de desenvolvimento descentralizado da cidade incluindo a periferia no seu planejamento estratégico e integrando os vários modais de transporte coletivo, em perspectiva futura, como um elemento estratégico do desenvolvimento urbano.

Em termos práticos, no que diz respeito ao transporte, o Plano Diretor em vigência prevê a expansão da Rede Metroviària como forma de solucionar os graves problemas do transporte público de São Paulo e ao mesmo tempo recuperar e modernizar a Rede Ferroviária existente. Também foi reorganizado e regulamentado o transporte sobre pneus projetando um sistema estrutural com base nos ônibus das empresas operadoras, este, sendo alimentado pelo chamado transporte local operado pelas cooperativas através de vans e micro-ónibus e todo o sistema (Metrô, Trêm, Ônibus e Vans) interligado através do Bilhete Único.

O futuro do transporte na cidade será melhor se for estendida a Rede Metroviária para as regiões que hoje são atendidas apenas pelo sistema de ônibus ou Vans como é o caso das regiões de Vila Prudente, São Mateus, Sapopemba, Tiradentes e também parte da região Sul da cidade.

No caso da região que vai da Vila prudente a Cidade Tirandente, somente a extensão do Expresso Tiradentes, antigo Paulistão, não dá conta da enorme demanda. Portanto acho justo o pleito dos moradores de Sapopenba, reivindicando a extensão da chamada Linha 2 até o seu bairro. O ideal é estendê-lo, no futuro, até o bairro de São Mateus.

sábado, 19 de janeiro de 2008

O que está acontecendo com o Metrô em SP?

Do jornal Folha de São Paulo de hoje (19)

"Problema, considerado inusitado pela empresa, demorou duas horas para ser resolvido

Pelo menos 115 mil pessoas foram prejudicadas; seqüência de panes é resultado de corte em manutenção, diz sindicato

O metrô de São Paulo teve ontem a quarta pane técnica em menos de duas semanas -e que voltou a atrasar viagens, superlotar estações, aumentar a demora entre os trens em pleno horário de pico e a revoltar passageiros. A falha demorou duas horas para ser resolvida.

Desta vez, houve um problema mecânico considerado "inusitado" pela empresa na ligação de dois vagões de um trem que seguia, às 6h47, pela linha 1-azul, a Norte/Sul, entre as estações Ana Rosa e Paraíso.

A composição perdeu tração e parou. Os passageiros, assustados, tiveram que usar a passagem de emergência, paralela aos trilhos, para sair do túnel -assim como os de outro trem, próximo à estação São Bento.

A área foi interrompida, e a situação ficou caótica. O metrô operou parte do tempo só com a segunda via e velocidade reduzida. A circulação foi normalizada às 8h45. Mas os reflexos da demanda reprimida de usuários persistiram por mais tempo, inclusive na linha 3-vermelha, a Leste/Oeste.

O presidente do sindicato dos metroviários, Wagner Gomes, considera a seqüência de panes resultado de corte em manutenção preventiva, uso de peças com vida útil esgotada, além da crescente superlotação -que aumenta a condição de desgaste dos equipamentos.

Funcionários ouvidos pela reportagem relatavam preocupação com a falha de ontem, considerada incomum".

Meu comentário: O Metrô em São Paulo é reconhecido pelo seu excelente padrão de funcionamento. Infelizmente, nos últimos meses temos notado uma queda na qualidade dos serviços prestados. As sucessivas panes ocorridas indicam problemas de gestão na Companhia.

O jogo está só começando

da Folha Online

Visando à disputa pela Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin já participou de ao menos duas reuniões com o presidente do PMDB no Estado, Orestes Quércia, além de encontro com Bebeto Haddad, que preside o partido na capital, informa o Blog do Josias.

O tucano afirmou aos interlocutores a vontade de concorrer à prefeitura nas eleições de outubro e cogitou a possibilidade de ter um peemedebista como vice.

Alckmin realiza as negociações à revelia de José Serra, que busca apoio do DEM para possível candidatura à Presidência da República em 2010. O DEM, por sua vez, condiciona tal parceria ao apoio do PSDB à candidatura de Gilberto Kassab nas eleições municipais.

Kassab (DEM) era vice de Serra e tornou-se prefeito em 2006, quando o titular renunciou para concorrer ao governo do Estado.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O Brasil e as turbulências nos EUA

Do jornal O Estado de S. Paulo, hoje (18):

Para 'The Economist', Brasil está mais preparado para turbulências

"A economia brasileira está mais preparada do que nunca para enfrentar sem grandes sobressaltos as turbulências que afligem o mercado americano, sustenta a revista The Economist, em reportagem publicada na edição desta semana. “A rajada de vento que aflige os Estados Unidos e ameaça a Europa parece como uma leve brisa se comparada aos freqüentes e violentos golpes que sujaram a história econômica do Brasil.”

Citando os últimos eventos que inibiram o crescimento do País - crise asiática em 1998, moratória argentina em 2001 e alta inflacionária em 2005 -, a revista observa que, apesar de esses fatos aconselharem cautela, “há razões para acreditar que a economia agora deve lidar melhor com qualquer coisa que o mundo atire nela”.

O jogo da sucessão municipal

Da coluna da jornalista Mônica Bérgamo na Folha de S. Paulo desta sexta-feira (18):

PREFEITURA

"O anúncio será só após o Carnaval, mas a chapa Gilberto Kassab (DEM) para prefeito de SP e o secretário Andrea Matarazzo (PSDB) como vice está fechada. Escala-se um exército da paz para acalmar o tucano Geraldo Alckmin e convencê-lo de que será cumprido um acordo no qual, em 2010, disputará o governo e José Serra, a Presidência, não a reeleição".

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Crescimento do emprego superou expectativas

Do jornal O Estado de S. Paulo, hoje (17):

Novas vagas na indústria de SP crescem 5,01% em 2007

"O desempenho do emprego na indústria paulista em 2007 superou as expectativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No início do ano, a projeção era de que a criação de novos postos de trabalho cresceria no máximo 3%. No entanto, a alta foi de 5,01%, muito acima do esperado, segundo Paulo Francini, diretor de Pesquisas Econômicas da entidade.

Para se ter uma idéia da reviravolta, a indústria paulista havia encerrado 2006 com 2 mil postos a menos do que o total de 2005. Mas, em 2007, foram criadas 104 mil novas vagas".

Sobre 2008

Do Jornal do Brasil, hoje (17):

PT paulista cobra definição de Marta

"O PT paulista vai procurar nos próximos dias a ministra Marta Suplicy (Turismo) para ouvir dela uma resposta oficial sobre a disposição de concorrer à Prefeitura de São Paulo. Será o primeiro ato formal pela candidatura da ex-prefeita. O encontro, que deve ocorrer nos próximos dias, será solicitado por Edinho Silva, presidente do diretório estadual, e José Américo Dias, presidente do diretório municipal. Os dois petistas também darão início às negociações em torno de alianças. A prioridade, por enquanto, é o PMDB".

Lei dos itinerários repercutiu na imprensa

Dois jornais de ontem (16) deram notas sobre a lei de minha autoria que obriga a colocação de um adesivo na lateral de entrada dos ônibus e lotações com o itinerário completo das linhas da Capital. A notícia foi publicada no Jornal da Tarde e no Diário de S. Paulo.


No JT, a iniciativa do meu mandato - que beneficia usuários do sistema ao disponibilizar uma informação completa sobre os trajetos dos coletivos - foi anunciada como uma medida que estará em vigor "em dois meses". Ao ser ouvido pela reportagem eu frisei que não houve dificuldade para aprovar o projeto na Câmara e nem para conseguir a sanção do prefeito, eu lembrei que se trata de "uma lei simples, ams que vai beneficiar muitas pessoas que se perdem nos ônibus da cidade". Quanto mais informação, melhor.


Já o Diário de S. Paulo frisou que o Executivo sancionou uma série de projetos do PT, dando destaque para o meu projeto aprovado no final de 2007.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O emprego na rota do crescimento

Do Jornal do Brasil, hoje (16):

Mais de 1,6 milhão de empregos gerados

"A dois dias da divulgação oficial dos dados sobre o desempenho do mercado de trabalho formal em 2007, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) antecipou o dado de que o país gerou mais de 1,6 milhão de empregos com carteira assinada no ano passado. O número é o maior da série histórica, iniciada em 1992.

Até novembro, o mercado de trabalho formal havia registrado a criação de 1,936 milhão de postos. Dezembro, no entanto, é historicamente um mês de elevadas demissões. No mês passado, o mercado fechou cerca de 300 mil vagas".

Comentário - Aos agourentos do "quanto pior, melhor" a notícia servirá como um golpe, pois o argumento de que o governo não geraria milhões de novos empregos caiu por terra, assim como o discurso vazio oposicionista...

PIB acima de 5% é possível...

Recomendo a leitura da entrevista concedida hoje (16) ao jornal Valor Econômico pelo economista Rodrigo Azevedo, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central (BC) e hoje sócio da JGP Gestão de Recursos. Para ele o Brasil tem condições de crescer mais de 5% em 2008. A oferta abundante de crédito, o aumento da massa salarial, o ritmo forte do investimento, o impulso monetário defasado e a política fiscal expansionista são suficientes para a economia avançar neste ano a uma velocidade próxima à expansão de 5,3% que - ele estima - o país registrou em 2007.

O problema, adverte Azevedo, é que há duas grandes fontes de incerteza, que podem nublar esse cenário positivo: as indefinições no quadro externo e a possibilidade, cada vez mais plausível, de que o BC brasileiro eleve os juros para combater pressões inflacionárias.

Para o ortodoxo Azevedo, o Brasil pode crescer mais de 5% também em 2008 porque o setor externo deve mais uma vez abrir espaço para isso. Com as importações crescendo muito acima das exportações, a contribuição do setor externo para o crescimento deve ser negativa em 1,8 a 2 pontos percentuais. Com isso, a demanda doméstica pode avançar 6,5% ou mais neste ano, acredita ele. "Como nós temos uma contribuição importante de poupança externa, vindo de uma posição superavitária para deficitária em conta corrente, é possível que, por um determinado período, a economia cresça acima do potencial sem que isso gere pressões inflacionárias significativas", diz Azevedo, que prevê uma queda do saldo comercial de US$ 40 bilhões em 2007 para US$ 25 bilhões a US$ 27 bilhões neste ano.

A questão é que o cenário para a inflação é bem menos benigno neste ano, e há sinais de que o problema não se limita à alta das cotações de alimentos, diz ele, que vê pressões de demanda sobre os preços. Com a economia bastante aquecida, não será surpresa se o BC elevar os juros, avalia. No seu cenário básico, porém, Azevedo ainda trabalha com os juros estáveis em 11,25% ao ano ao longo de 2008.

Ele vê o Brasil mais preparado para enfrentar as turbulências externas. Para Azevedo, uma desaceleração global significativa pode tirar algo como 1 ponto percentual do crescimento neste ano. Como estima uma alta do PIB superior a 5%, o país ainda teria uma expansão razoável, mesmo com um quadro internacional adverso.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Itinerário completo dos coletivos vira lei

O prefeito Gilberto Kassab sancionou (transformou em lei) projeto de minha autoria que obriga a colocação de adesivos em todos os ônibus e lotações do município com o itinerário completo das linhas.

Atualmente existe apenas uma placa em algumas linhas e somente com o nome de parte das ruas e avenidas por onde os coletivos trafegam. A idéia é disponibilizar mais informação aos usuários do sistema e racionalizar as viagens, pois é comum as pessoas pararem os ônibus e peruas de lotação para perguntar aos motoristas por onde passa essa ou aquela linha - o que aumenta o tempo de viagem e causa problemas no trânsito.

O texto completo do meu projeto - que agora é lei municipal - você pode acessar clicando aqui.

Vale a pena acessar

Clique aqui e acesse o site do Projeto Educar Brasil. São Profissionais de comunicação e educação que resolveram doar um pouco de si para contribuir com a educação no Brasil.

O objetivo do projeto é divulgar a importância estratégica da educação para o desenvolvimento social no país.

Será o ensaio?

Da Folha de S. Paulo desta terça-feira (15):

Concessionária vai gerir 3,5 km da marginal

"Um trecho de cerca de 3,5 km dos 25 km da marginal Tietê vai ser entregue pelo governo do Estado para administração da iniciativa privada.

O governador José Serra (PSDB) anunciou ontem o início do processo de licitação para a concessão de quatro das principais rodovias do Estado -Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dom Pedro 1º, Raposo Tavares e Marechal Rondon (esta dividida em dois trechos).

De acordo com Serra, a empresa que vencer a licitação para explorar o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto terá, entre outras atribuições, que fazer a manutenção da marginal Tietê do Tatuapé (zona leste), próximo ao parque São Jorge (clube do Corinthians), até o início da Ayrton Senna". Assinante da Folha/UOL Leia mais.

Comentário: Este é um assunto que remete ao final de 2006 e ao primeiro semestre de 2007, quando o PSDB lutou de todas as formas para implantar o pedágio nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. A pressão da sociedade foi tão forte - em particular do PT na Câmara Municipal - que o governador Serra mandou o prefeito Kassab retirar o projeto de lei que criava o tal pedágio. Agora ele vem, como se diz em linguagem popular, "comendo pelas beiradas". Espera-se que este não seja o "ensaio" para o pedágio que os tucanos tanto desejam ver implantado naquela via...

Tucanos e DEM: o jogo de palavras continua...

Do jornal O Estado de S. Paulo, hoje (15):

PSDB precisa ouvir FHC, afirma Serra

Ex-presidente sugeriu Kassab para prefeitura e Alckmin para governo

"O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem que as opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre os rumos da aliança entre seu partido e o DEM têm muito peso e devem ser discutidas pelos tucanos. “É uma opinião do ex-presidente, que deve ser sempre levada em conta. Pode ter gente de acordo e gente que discorde, mas tem de ser respeitada”, afirmou.

Serra se referia às declarações de Fernando Henrique em entrevista ao Estado, publicada no domingo. O ex-presidente elogiou a atuação de Gilberto Kassab (DEM) à frente da Prefeitura de São Paulo e sugeriu que seria bom manter a aliança no município: a candidatura de Kassab à reeleição, combinada à do ex-governador Geraldo Alckmin para o Palácio dos Bandeirantes, em 2010, deixando Serra “livre” para concorrer à Presidência. “No caso da sucessão de Lula, não dá para dizer nada, embora hoje o Serra tenha mais pontos do que o Aécio”, afirmou Fernando Henrique, na mesma entrevista".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Os cortes no Orçamento da União

Do jornal Valor Econômico, hoje (14):

Lula irá propor reunião dos três poderes

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer dividir com os chefes dos demais poderes a responsabilidade nos cortes ao Orçamento de 2008 para compensar a perda de R$ 40 bilhões após a derrota da CPMF. Na volta das férias que vai tirar em fevereiro, Lula deverá ter uma reunião com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie. A sugestão, feita pelo presidente do PMDB, Michel Temer (SP), foi levada a Lula pelo ministro da coordenação política, José Múcio Monteiro (PTB), na última quinta.

No início de janeiro, o governo lançou um mini-pacote tributário, aumentando as alíquotas da CSLL e do IOF buscando recuperar R$ 10 bilhões. Outros R$ 20 bilhões seriam recuperados com os cortes de gastos. Mas o Planalto tem encontrado enormes dificuldades em convencer os demais poderes a aceitar cortes. Existem resistências a suspender os reajustes dos servidores civis e militares. Os parlamentares não aceitam cortes nas emendas individuais. No Judiciário, os tribunais reclamam da ameaça sobre as verbas para a construção de novos prédios. A chiadeira é tanta que a base aliada chegou a sugerir a criação de uma nova CPMF, com alíquota de 0,20%, com recursos direcionados integralmente para a saúde.

Autor da proposta do encontro, Temer apresentou-a como uma sugestão do PMDB. Buscou a iniciativa em sua própria experiência quando presidente da Câmara, ainda no governo Fernando Henrique. Na época, os chefes dos três poderes se reuniram, ainda que de maneira infrutífera, para tentar estabelecer um teto salarial para Executivo, Legislativo e Judiciário. "Desde o anúncio dos cortes, o governo passou a receber muitas críticas, tanto do Judiciário quanto do Legislativo. Essa é uma maneira de todos se tornarem co-partícipes dessas decisões", justificou o presidente do PMDB".

domingo, 13 de janeiro de 2008

PT é oposição propositiva em São Paulo

A Folha de S. Paulo deste domingo (13) traz uma matéria que tenta relacionar o comportamento da bancada do PT na Câmara Municipal a um suposto "acordo" entre o partido e o governo do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Intitulada Pré-campanha aproxima PT e DEM em São Paulo (para assinantes da Folha/UOL), a análise do jornal usa como exemplo o apoio petista a alguns projetos apresentados pelo governo atual no legislativo. No trecho em que fui citado na matéria, deixei claro que sou contra o comportamento oposicionista tradicional do "quanto pior, melhor": "Não abdicamos de fazer oposição, mas não podíamos ser contra algumas coisas que eram a continuidade da gestão da ex-prefeita Marta", disse o vereador João Antonio (PT)".

Na realidade nunca existiu acordo entre o PT e o DEM. O PT é oposição ao prefeito e tem se comportado como tal na Câmara. O que consideramos ruim para a cidade de São Paulo votamos contra e o que achamos bom, apoiamos. Abaixo enumero alguns exemplos de projetos enviados pela gestão Kassab ao legislativo que não tiveram o voto petista:

1 - Organizações Sociais - Os projetos de lei que introduziram as Organizações Sociais (OS) nas áreas de saúde e esportes na cidade. Votamos contra porque entendemos que não passam de uma forma de "repassar" as responsabilidades do Estado a terceiros. É também uma forma de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), uma vez que a Prefeitura contrata - com dinheiro público - funcionários sem concurso e sem limites estabelecidos pela LRF. Também não há controle nem transparência de gastos com essas organizações, que são contratadas de acordo com a conveniência política do Poder Executivo. O voto petista tem-se mostrado correto, pois os serviços não melhoraram na cidade mesmo com esses contratos.

2 - PPPs - Votamos contra o formato de Parceria Público-Privada (PPP) escolhido pelo governo municipal para ser implantado no município e, por conseqüência, votamos contra o projeto que criou a Companhia Municipal de Mobilização de Ativos. Esses dois projetos articulam a visão de PPP do governo atual. No caso, ao invés de um fundo garantidor nos moldes do estabelecido pela União, as PPPs serão garantidas por esta companhia de ativos, que terá como lastro, entre outros, recursos a receber da dívida ativa do município, como por exemplo o Programa de Parcelamento Incentivado (PPI). Trata-se de uma "expectativa de direito", já que são débitos e seu pagamento depende essencialmente da conjuntura econômica tendo vista a grande inadimplência. Pela lei aprovada, a Prefeitura poderá também repassar dívidas do município - mais uma forma de driblar a LRF.

3 - Plano Diretor e Orçamento - Outros dois exemplos do nosso voto contrário diz respeito à peça orçamentária 2008 e a Revisão do Plano Diretor. O atual governo não demonstrou interesse em efetivar as medidas previstas no Plano Diretor aprovado no governo Marta e está pegando uma carona na revisão prevista e propondo uma outra concepção de ocupação do espaço urbano, ou seja, a proposta em tramitação no legislativo paulistano é um novo Plano de Diretor travestido de "revisão". Por isso, temos nos posicionado contrários a sua aprovação. Quanto ao Orçamento 2008, entendemos que se tratava de uma peça de ficção, de difícil fiscalização, do modo como foi enviado à Câmara. Nos posicionamos contra.

4 - Pedágio nas Marginais - O PT liderou uma luta intensa na Câmara contra a tentativa do ex-prefeito e atual governador Serra de implantar na cidade o primeiro pedágio urbano, que seria criado nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. A nossa oposição obrigou o prefeito a retirar o projeto do pedágio da pauta de votações da Câmara.

Aquilo que o PT considerou "bom" para a cidade de São Paulo obteve o voto favorável da nossa bancada, como por exemplo a Lei Cidade Limpa, que trouxe maior organização ao espaço urbano. Isso não quer dizer que houve um "acordo", e sim uma forma de se fazer oposição responsável e construtiva - ao contrário do que fazem tucanos e líderes do DEM em Brasília, esses sim preocupados apenas com o calendário eleitoral. A política deles é a do "quanto pior, melhor".

Voltando ao eixo da matéria da Folha, entendo que não é possivel comparar os projetos aprovados pelos governo Marta Suplicy e Gilberto Kassab. Basta lembrar que Marta aprovou projetos de grande envergadura para a cidade, como a alteração da lei que destinou mais recursos para a Educação (facilitando a criação dos CEUs, do Vai e Volta, dos uniformes, da merenda de qualidade), aquele que regulamentou o sistema de transportes que era um veradeiro caos, criando o sistema de cooperativas que organizou os chamados perueiros, introduzindo-os no sistema através de um contrato de permissão, as novas normas aprovadas permitiram também um contrato de concessão para os empresários dando-lhes uma maior segurança jurídica, o que possibilitou uma melhora da qualidade dos serviços prestados (Bilhete Único, corredores de ônibus, 8 mil novos ônibus em circulação, vans e micro ônibus substituindo as kombis). Aprovamos também um novo Plano Diretor e um Zoneamento que instituiu uma nova concepção de ocupação do espaço urbano valorizando a coletividade em detrimento dos interesses privados. Como se pode notar, no governo da prefeita Marta houve uma reestruturação das principais normas jurídicas na cidade, muitas delas implicavam em mudanças da Lei Orgânica, Plano Diretor e Zoneamento que devido a sua importância exige-se quórum qualificado para sua aprovação no legislativo.

Quando o Serra/Kassab assumiram a adiministração a cidade estava regulamentada. Conseqüentemente, as matérias enviadas por eles para serem apreciadas pela Câmara foram de menor complexidade, portanto, menos polêmicas. Mesmo assim, para aprová-las, o prefeito precisou de dispor de agumas dezenas de cargos na adiministração direta para convencer alguns vereadores.

Aproveito para questionar: quais são as marcas da administração Kassab? Com exceção da Lei Cidade Limpa, que é boa para a cidade, todos os grandes projetos em curso são obras iniciadas ou licitadas na época do governo Marta ou ainda projetos petistas. Exemplos: os CEUs, o Bilhete Único, os uniformes escolares, o vai-e-volta, as obras dos dois hospitais (Cidade Tiradentes e M' Boi Mirim), iniciadas e licitadas no governo anterior, piscinões, o complexo viário Jacu-Pêssego, também iniciado no governo Marta. Ou seja, o Kassab está executando projetos iniciados no governo petista. A crítica que nós fazemos é que ele está dando continuidade a quase tudo da nossa administração, porém com qualidade inferior (os CEUs etc).

Um ano depois do acidente na linha 4 do Metrô

Do jornal Folha de São Paulo hoje (13)

A falta de amparo por parte do governo estadual e propostas de acordos consideradas "ridículas" são as principais reclamações dos parentes das vítimas e moradores ouvidos pela reportagem da Folha, um ano após a tragédia nas obras da estação Pinheiros do metrô.

"A nossa família continua toda desamparada. Cadê o Serra agora? Não recebemos um telefonema sequer", afirma, em tom indignado, Marli Aparecida Leite, 40, irmã do motorista da van morto no acidente.

Ela diz que o Consórcio Linha Amarela "praticamente forçou um acordo", aproveitando-se da fragilidade da família. "Do dinheiro que a minha mãe recebeu de indenização [Marli revela que foram R$ 70 mil], só conseguimos dar entrada em uma van. E a gente nem conseguiu transferir o documento ainda."

"No dia do acordo, quem não assinasse teria a diária do hotel cortada. Eles nos deram até o meio-dia [do dia 18 de julho] para sair. Eu quase chorei. Fiquei na recepção durante cinco horas para tentar resolver a dívida de R$ 400 que o hotel jogou na minha mão dizendo que a gente tinha extrapolado o horário", lembra Maysa de Sousa Pereira, 25, filha da aposentada, que diz ter recebido uma indenização de R$ 4.000 do Consórcio Linha Amarela, mas que o dinheiro ficou na mão do proprietário do imóvel, alugado há 11 anos. Ela se diz insatisfeita com a indenização. Agora, voltou a ocupar o sobrado na rua Gilberto Sabino com o irmão, os dois filhos, o marido, o padrasto e a mãe. Assinante leia mais

Comentário - A pergunta feita por um dos familiares das vítimas diretas do "buraco do Metrô" ecoa desde o dia 12 de janeiro de 2007. O governador manteve distância do assunto o tempo inteiro, deixando-o a cargo de assessorias do Metrô e do consórcio Via Amarela. Quem visse essa história sem qualquer informação sobre o acidente teria a impressão de que Serra sequer estava no governo ou que seu partido, o PSDB, nada teve a ver com a tragédia. "Tirar o corpo fora" é uma das especialidades dos tucanos e com o Serra não seria diferente...

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ler, ouvir e refletir

Ter verdadeiro sucesso na vida é: rir muito e muitas vezes; ganhar o respeito de pessoas inteligentes; gozar do carinho de meninos ou meninas; ganhar o reconhecimento de pessoas qualificadas e saber suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza; procurar o melhor nos demais; deixar o mundo um pouco melhor de como o encontraste - com um filho são, um jardim bonito ou uma pessoa mais feliz; saber que ao menos alguém viveu melhor graças a ti.

Clique aqui e ouça O Cio Da Terra (Chico Buarque)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Crescimento econômico uniforme

Do jornal O Estado de S. Paulo, hoje (11):

Indústria teve expansão uniforme em todo o País

"As regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com maior destaque na produção industrial em 2007 têm forte presença de segmentos vinculados a bens de capital (máquinas e equipamentos utilizados para fabricar outros bens) e bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos).

Todas as 14 regiões analisadas mostraram desempenho positivo na indústria, no acumulado de janeiro a novembro do ano passado. Já em relação a outubro, o mês de novembro apresentou queda em sete regiões".

Ainda o nepotismo no TCE

Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira (11):

Fim de nepotismo só vale para conselheiros

"A decisão dos conselheiros do TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo de demitir, em até três meses, todos os parentes contratados sem concurso não atinge familiares de diretores e de assessores.

A proibição, editada após reportagem da Folha que revelou nomeações de parentes sem concurso e para salário líquido de, em média, R$ 12 mil, é exclusiva para pelo menos 12 familiares dos sete conselheiros.

Os parentes do diretor-geral do TCE, Carlos Magno, do secretário-diretor-geral, Sérgio Ciquera Rossi, e de diretores e de assessores do órgão não são atingidos pela medida.

Magno, que administra o tribunal, nomeou, em outubro de 2007, o filho Guilherme Uttmann de Oliveira como motorista, com salário de cerca de R$ 2,5 mil. Dois dias depois, foi transferido para o departamento do pai.
Há pelo menos seis anos, Elisane Rossi Cedano, filha do secretário-diretor-geral e concursada pela Sabesp, foi nomeada assessora técnica procuradora (salário líquido de cerca de R$ 12 mil)".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dom Manuel Parrada é o novo bispo de São Miguel Paulista

D. Manuel Parrado Carral, 61, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, recebeu ontem do papa Bento 16 a Diocese de São Miguel Paulista. A posse será em 2 de Março. D. Manuel estava na função desde 2001. O novo bispo substituirá Dom Fernando Legal que vai se aposentar.

TSE mantém multa a Serra por propaganda

DA FOLHA ONLINE

O ministro do TSE Gerardo Grossi negou o pedido do governador José Serra (PSDB-SP) para analisar um recurso contra multa de R$ 8.000 por propaganda irregular nas eleições de 2006.

Com a decisão, o TSE manteve a multa aplicada pelo TRE de São Paulo. Segundo o processo, Serra teria feito discurso em templo religioso, local caracterizado pela lei como bem de uso comum.

Em sua decisão, o TRE-SP ressalta que o discurso não foi ostensivamente eleitoral, mas o então candidato se referiu à eleição quando disse que "ela [a eleição] não está decidida, que só se vence no dia da votação" e que por isso "precisa de votos".

O ministro ressaltou que, para modificar a decisão do TRE, seria necessário o reexame de provas, o que é "inadmissível em sede de recurso especial".
Serra está nos EUA e não pôde comentar o caso.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Um pouco de Kleiton & Kledir

Kleiton & Kledir é uma dupla de músicos brasileira.

Kleiton e Kledir Alves Ramil são irmãos e nasceram em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Na segunda metade dos anos 70 começaram a tocar e cantar no grupo Almôndegas, com quem gravaram quatro discos. Quando o grupo se dissolveu, após desentendimentos entre os membros, os irmãos decidiram prosseguir a carreira em dupla.

Em 1980, no festival da TV Tupi, fizeram sucesso com a canção "Maria Fumaça" e, a seguir, lançaram o primeiro disco chamado Kleiton e Kledir, que incluia a canção "Vira virou". Em 1981, lançaram o segundo disco, que incluia "Deu pra ti", outra de suas músicas mais conhecidas.

Em 1989, a dupla se separou e, no ano seguinte, Kleiton lançou sozinho o disco Sim, e Kledir, o disco solo Kledir ao vivo. Mais tarde, voltaram a se apresentar juntos e, em 1996, lançaram o disco Dois.

Em setembro de 2005 a dupla gravou o primeiro DVD da carreira, no salão de atos da PUC-RS

Atualmente continuam fazendo shows por todo o Brasil. São irmãos de outro músico conhecido no sul do Brasil, Vitor Ramil.

Em 1996, em edição especial da Revista Placar, gravaram o hino do Internacional de Porto Alegre. O mais curioso de tudo é que Kleiton é torcedor do Grêmio, grande rival do Colorado.

Clique aqui e ouça Vira Virou (Kleiton & Kledir)

Projeto PRÓ-TEATRO

Aprovei no último mês de Dezembro - em segunda votação - um projeto de lei que considero da mais alta importância para as escolas municipais. Trata-se do PL 117/07 que institui o PRÓ-TEATRO - Programa Municipal de Fomento ao Teatro Amador Estudantil. Publico abaixo o e-mail de Giovanna integrante do Grupo Redimunho de Investigação Teatral, em atividade na cidade de São Paulo.( Clique aqui para acessar o site do grupo)

" João Antonio, gostaria de parabenizá-lo pelo projeto. É de fundamental importância, que uma cidade como a de São Paulo, possua projetos como esse na área educacional e cultural. Passo a recordar da história do teatro brasileiro, suas lutas e conquistas, onde tudo se iniciava nos centros estudantis e universitários, através da formação de grupos amadores (Teatro do Estudante, Teatro Escola, Teatro Universitário), que nos revelaram grandes atores e diretores. Além disso, o teatro introduzido dessa forma nas escolas, propicia o amplo desenvolvimento dos alunos, estimulando a criatividade, a desenvoltura, o raciocínio, quebrando fórmulas arraigadas de aprendizado, tão impregnadas no nosso ensino, além de um engajamento político, numa juventude que se encontra atualmente tão alienada. Conheço o trabalho do Teatro Vocacional do município de São Paulo (que possui pontos em comum ao seu projeto), cujo estou na correria para mandar meus documentos e currículo até essa semana ainda, para integrar o quadro de profissionais... Um trabalho bem bacana pra cidade também!

Parabéns pelo projeto! Tem meu total apoio"!

O partido dos banqueiros

Da seção Tiroteio, da coluna Painel - Folha de S. Paulo (9):

"O empenho pró-setor financeiro mostra que Democratas é só nome fantasia, porque a razão social continua sendo o PFL dos banqueiros."

Do deputado federal PEPE VARGAS (PT-RS) sobre as ações judiciais do DEM para derrubar o pacote tributário do governo, que mira os bancos.

Brasileiros ganham mais e poupam mais

Saldo de R$ 33 bi na poupança

Do Jornal do Brasil, hoje (9):

"A estabilidade econômica e o aumento médio da renda no país ajudaram a caderneta de poupança a fechar 2007 com captação líquida recorde de R$ 33,379 bilhões. Segundo dados do Banco Central divulgados ontem, a cifra é a maior desde 1995, início da série história da autoridade monetária, quando os brasileiros pouparam R$ 676,6 milhões. Na comparação com 2006 o valor é quase seis vezes maior. Naquela ano, a captação líquida da caderneta de poupança somou R$ 6,472 bilhões.

Somente em dezembro, a captação líquida foi de R$ 9,134 bilhões, mais que o triplo dos R$ 2,717 bilhões em novembro. Em dezembro de 2006, a captação havia atingindo R$ 7,432 bilhões. O valor recorde de 2007 é o resultado gerado pelos depósitos, que no ano atingiram R$ 1,028 trilhão, menos as retiradas, de R$ 995,141 bilhões. Para o superintendente-geral da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Pereira Gonçalves, o forte incremento dos recursos na caderneta de poupança, o investimento mais tradicional do país, decorre da estabilidade da economia brasileira, além da recuperação da renda, que aumentou a capacidade econômica dos brasileiros para poupar dinheiro".

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O "Dino" pode voltar

Do Jornal da Tarde hoje (08)

"O ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE) pode voltar à Casa ainda neste ano, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considere que o deputado Marcos Antonio (PE) - que se elegeu em 2006 pelo PSC, passou para o PAN após as eleições e, em julho de 2007, se filiou ao PRB - deve perder o mandato.

Como Severino é 1º suplente da coligação formada pelo PSC, PP, PDT, PL (atual PR) e PSB, assumiria imediatamente o mandato e voltaria à Câmara, de onde saiu em 2005 após renunciar à presidência e ao mandato, acusado de receber propina de um empresário que queria manter seu restaurante no Congresso".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Show de incompetência se repete

A incompetência municipal em matéria de manutenção de equipamentos públicos se repete justamente neste verão. Novamente, parte dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) tem piscinas fechadas nesta época do ano - como se a estação não fosse previsível.

Segundo matéria do jornal Diário de S. Paulo desta segunda-feira, dos 25 CEUs 6 têm suas piscinas "fechadas para manutenção". Eles aproveitaram o restante do ano passado fazendo o que mesmo com as piscinas?

É muita incompetência para problemas de tão fácil resolução!

Mais um dado revela solidez do crescimento

Um dado publicado na edição de hoje do Valor Econômico revela com a economia brasileira está se alargando em horizontes antes não experimentados. A compra de bens de capital - máquinas e equipamentos - indica que a expansão industrial mira num crescimento cada vez mais sólido da economia. Veja um trecho da reportagem da publicação:

Do jornal Valor Econômico, hoje (7):

Cresce a demanda por bens de capital

"Apesar da concorrência chinesa, as carteiras de encomendas das empresas fornecedoras de máquinas e equipamentos instaladas no país estão engordando, sob o impacto da vigorosa expansão do investimento. Há licitações em andamento para aquisição de bens de capital, principalmente no setor siderúrgico e de mineração. Os projetos de expansão e instalação de novas fábricas de aço estão garantindo mercado aquecido para os fabricantes de bens de capital sob encomenda pelo menos até 2012".

Celulares nos presídios e o jogo de cena de Serra

Reportagem de capa do jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira (7) traz números reveladores do estado de descontrole do sistema prisional paulista: todos os meses são apreendidos cerca de 900 celulares nas cadeias de São Paulo. O curioso é que a informação foi 'revelada' ao jornal pelo próprio secretário da Administração Penitenciária, Antônio Ferreira Pinto. É visível que "tem algo" nessa história, pois o governador tucano José Serra não assumiria uma incompetência desse porte. Seria como passar o atestado de incompetência de todo o período de quase 13 anos de tucanato no Estado em matéria de política de "insegurança pública".

E o que faz ou deseja o governador com isso? Faz um jogo de cena, pois o próprio secretário que fez a "revelação" vai a outros órgãos de imprensa se queixar do Congresso e do governo federal por causa do problema. Ele mesmo admite que o sistema de bloqueadores de celulares - contratado pelo PSDB - "não funciona".

Ou seja, busca-se "passar a culpa" adiante. O problema estaria com os bloqueadores (que eles continuam pagando pelo serviço normalmente, embora admitam que não serve), com os deputados e senadores ou com o governo Lula - essa é a idéia do jogo que Serra faz com esse escandaloso problema.

Esse tipo de jogada é característica dos tucanos toda vez que eles não querem assumir um problema que eles mesmos criaram. Jogam o assunto para os outros, propagandeiam a distribuição da culpa e tentam posar de bons moços. Azar deles é que o povo já percebeu essa desfaçatez.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Isenção de IOF

O pagamento da fatura do cartão de crédito até a data de vencimento e a compra da casa própria estão isentos de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O esclarecimento é do secretário-adjunto da Receita Federal, Carlos Barreto, da coordenadora de Tributação do Ministério da Fazenda, Maria da Conceição Silva, e do coordenador substituto de Política Tributária do ministério, Jefferson Rodrigues. Leia mais.

2,5 milhões de novos empregos em 2008

Se a economia brasileira começar 2008 com desempenho no mínimo igual ao deste ano, é razoável estimar a criação de até 2,5 milhões de empregos formais e informais no país no ano que vem, segundo economistas consultados pelo jornal Folha de São Paulo.

O número é inferior ao que especialistas estimam para este ano: a criação de 2,7 milhões de empregos formais e informais, mesmo nível de 2004. Mas, ainda assim, consideram esse número surpreendente.

"A criação de cerca de 2,5 milhões de empregos em 2008 é compatível com o crescimento da economia previsto para o ano que vem, entre 5% e 5,5%", afirma Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Leia mais.

Em discussão, o chip para veículos

Do site do OAB-SP

A implantação de chip eletrônico para automóveis é uma questão em pauta. O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Alexandre Moraes, e o advogado especializado em Direito de Informática e diretor-tesoureiro da OAB-SP, Marcos da Costa, opinam sobre o tema.

Clique aqui para ler os artigos do autores acima citados.