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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Soluções para tirar SP do marasmo

Foi com agradável surpresa que li na coluna Ponto de Vista da revista Veja desta semana um artigo do professor e administrador Stephen Kanitz que propõe uma reflexão e um conjunto de soluções para o caótico trânsito na cidade de São Paulo.

Nas saídas apontadas por ele, identifiquei uma que se encaixa numa proposta de minha autoria, apresentada à Câmara Municipal em 2006, e aprovada em dezembro do ano passado. Trata-se da lei do Vaga Livre, programa que propõe que "o montante de 15% (quinze por cento) das vagas de todo e qualquer ponto de táxi do Município de São Paulo poderá ser utilizado tanto por condutores vinculados a ele, quanto por aqueles que não sejam". Leia aqui a íntegra do Vaga Livre.

À idéia de democratizar o acesso de um grande número de motoristas a possibilidades de auferir um rendimento maior - dado o preço absurdo dos pontos de táxi na Capital - se somava a intenção de diminuir o número de táxis rodando "sem rumo" pelas ruas da cidade - o popular "batendo lata" em busca de passageiro.

Para o leitor entender melhor, reproduzo a idéia a que me referi do professor Kanitz em seu artigo desta semana na Veja:

"4 - Pemitido aos táxis esperar em qualquer ponto, em vez de voltar vazios ao ponto original".

O meu mandato costuma apostar em soluções duradouras para a cidade!

EM TEMPO - Por força de lobby do setor, o prefeito Kassab vetou o meu projeto.

Ainda mais lama no PSDB gaúcho


Da Folha Online:

Vice diz guardar dados da campanha de Yeda

"O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), 50, disse ontem em entrevista que tem cópias de e-mails e de planilhas da época da campanha que o elegeu vice da governadora Yeda Crusius (PSDB), sua inimiga política.

Ele não quis comentar o conteúdo, mas a Folha apurou que os registros trazem mais dados sobre a captação de recursos para a campanha eleitoral.

Feijó defendeu a instalação de outra CPI, para investigar supostos desvios de recursos de empresas públicas (Banrisul e Daer). Se disse disposto a encaminhar informações em seu poder aos "órgãos competentes". Leia mais.

Câmara Federal investiga caso Alstom

Do Blog do Josias de Sousa

A Câmara dos Deputados discute nesta terça-feira (16) um tema que o PSDB conseguiu interditar na Assembléia Legislativa de São Paulo: o caso Alstom.

A encrenca será debatida em audiência pública marcada para as 14h30, na Comissão de Desenvolvimento Econômico.

Tenta-se atrair para o ambiente legislativo uma apuração que vem sendo conduzida pelo Ministério Público –o Federal e o do Estado de São Paulo.

A Alstom é uma das maiores empresas do mundo nos setores de transporte e energia. Encontra-se sob investigação na Suíça e na França.

Acusam-na de pagar propinas a funcionários públicos e a políticos da Ásia e da América Latina para beliscar contratos milionários na esfera pública.

No Brasil, fez negócios com os sucessivos governos tucanos de São Paulo –de Mário Covas a José Serra, passando por Geraldo Alckmin. As maiores suspeitas recaem, por ora, sobre os períodos de Covas e Alckmin. Uma delas envolve um suborno de R$ 3,4 milhões.

Dinheiro que, segundo investigadores suíços, molhou a mão de servidores públicos e políticos. E assegurou contratos com a Eletropaulo e com o metrô de São Paulo. Leia mais.

Comentário: Os deputados federais estão fazendo aquilo que a Assembléia Legislativa paulista, impedida pela tropa de choque do Serra, deixou de fazer. Aqui em São Paulo o legislativo se transformou em um mero departamento do poder executivo. Submisso, o legislativo paulista deixa de exercer o controle externo dos atos do poder executivo. Infelizmente, ressalvada a resistência dos bravos deputados petistas, a Assembléia Legislativa de São Paulo não está à altura dos paulistas.

sábado, 14 de junho de 2008

Professores estaduais entram em greve geral


Reunidos em assembléia na Praça da República na sexta-feira, 13, cerca de 30 mil professores(as) aprovaram greve com início imediato. A principal reivindicação da categoria – além do atendimento de toda a pauta de reivindicações entregue em janeiro à Secretaria da Educação – é a imediata revogação do Decreto 53037/08, que impõe prejuízos à categoria, entre eles, estabelece avaliação de desempenho aos Admitidos em Caráter Temporário; impede a utilização do artigo 22; dificulta participação nos concursos de remoção; e propõe atribuição de aulas compulsoriamente.

A assembléia aprovou também reuniões em todas as subsedes da APEOESP para a organização da greve. Na segunda-feira, 16, reunião com os professores; na terça e quarta-feiras, reunião com pais e alunos para explicar os motivos da greve. Na quinta-feira, 19, assembléias regionais. Uma nova assembléia estadual foi marcada para sexta-feira, 20, no vão livre do MASP (avenida Paulista), a partir das 14 horas.

Principais reivindicações:
*Revogação do Decreto 53037/08, que impõe vários prejuízos à categoria;
*Reajuste salarial;
*Um novo Plano de Carreira;
*Fim da aprovação automática;
*Liberdade de cátedra;
*Extensão do ALE para todas as unidades;
*Gestão democrática e autonomia da escola;
*No máximo 35 alunos por sala;
*Melhores condições de trabalho;
*Incorporação das gratificações com extensão aos aposentados;
*Concurso público estadual;
*Garantia de emprego e estabilidade a todos os professores.

ASSEMBLÉIA GERAL ESTADUAL DIA 20 DE JUNHO, ÀS 14 HORAS, NO VÃO LIVRE DO MASP

Últimos lances da peleja Kassab x Alckmim


Do jorna O estado de São Paulo hoje (14)

"Uma chapa com Gilberto Kassab (DEM) como candidato e um vice do PSDB a ser definido será apresentada na convenção tucana que escolherá o representante do partido à prefeitura da capital. O movimento é liderado pelo vereador Gilberto Natalini (PSDB), líder da bancada na Câmara Municipal, e secretários municipais ligados ao PSDB. A chapa será registrada na próxima semana.

A convenção, que já tem o ex-governador Geraldo Alckmin como indicado da legenda, será realizada no dia 22. A vitória de Kassab, do DEM, na convenção do PSDB poderá provocar uma intervenção do Diretório Nacional na cidade de São Paulo.

A apresentação oficial da chapa liderada por Kassab será feita até terça-feira. Pelo estatuto do PSDB, são necessárias pelo menos 403 dos 1.228 delegados convencionais a favor da tese. "Há assinaturas de sobra, temos mais do que o necessário", disse Natalini. São necessárias pelo menos 403 assinaturas dos convencionais.

O presidente do Diretório Municipal, José Henrique Reis Lobo, disse que fará de tudo para que a chapa com Kassab não seja apresentada. "Farei um último esforço para tentar a desistência deles de concorrer na convenção do PSDB", afirmou Lobo. "Só não apresentamos a chapa se não quisermos. Estamos ouvindo o partido a nível estadual e nacional. A posição hoje é de lutar pela chapa com Kassab", disse Natalini.

"Não tem sentido essa chapa. Isso enfraquece muito o partido, levar um nome que não pertence ao PSDB para disputar a convenção", rebateu Lobo".