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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sobre a volta do reajuste salarial do 1º escalão


Postei hoje (3) nota no meu Twitter comentando acerca da possibilidade de voltar a ser discutida na Câmara Municipal de São Paulo a proposta do poder executivo de reajustar os salários dos ocupantes de cargos de primeiro escalão da prefeitura.

Sou contra esse tipo de proposta - e reafirmo aqui o que já defendia quando era líder da bancada do PT na Câmara em 2009: acho razoável que se aplique a correção inflacionária para essa parcela do funcionalismo, já que os demais servidores não terão reajustes tais como os propostos pelo prefeito.

Ainda sobre o tema, reproduzo abaixo uma matéria publicada pelo site da Rede Brasil Atual, de 2009:

MATÉRIA DE 2009

Câmara de SP adia votação do reajuste de salário de Kassab

Rede Brasil Atual

Publicado em 03/12/2009

Para o líder do PT na Casa, vereador João Antônio, o mais justo é a correção do salário do prefeito com base na inflação do período

"Depois da aprovação do reajuste da Planta Genérica de Valores (PGV), na terça-feira (1º), que vai elevar o IPTU da capital paulista em até 300%, a bancada de apoio ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) na Câmara de Vereadores decidiu adiar a votação do projeto de lei que reajusta os salários do prefeito, vice e de todo o secretariado.

O projeto recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e está pronto para ir à votação, mas os vereadores da base governista preferiram adiar a análise do projeto em plenário para evitar mais um desgaste na mesma semana.

O líder da bancada de Kassab, vereador José Police Neto (PSDB), afirma que a votação do aumento para o Executivo é uma "obrigação" da casa, e que espera votar o projeto nos próximos 15 dias "independente do desgaste".

Para o líder do PT na Casa, vereador João Antônio, o mais justo é a correção do salário do prefeito com base na inflação do período.

Reajuste de 300% nos salários
Se o projeto for aprovado, o salário do prefeito vai passar dos atuais R$ 12 mil para R$ 23,2 mil. Já os secretários vão passar de R$ 5,3 mil para R$ 19,7 mil, um aumento de mais de 300%. O salário da vice-prefeita, Alda Marco Antonio (PMDB), sobe de R$ 5,5 mil para R$ 20,8 mil. Os 31 subprefeitos também terão os salários reajustados nas mesmas proporções.

Segundo a legislação, o limite do funcionalismo não pode passar de 90,25% do que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)".

Fim do conto da 'blusa fantasma' no Metrô


Pane no metrô de SP em setembro foi provocada por superlotação, e não por blusa, diz jornal

Do UOL Notícias

"Resultado da perícia realizada pelo IC (Instituto de Criminalística) aponta que a pane que paralisou por mais de duas horas 18 estações da Linha 3-Vermelha do metrô em 21 de setembro, em São Paulo, foi causada por um problema técnico em um equipamento que fica localizado acima das portas dos trens.

Por causa de superlotação na hora do rush, passageiros acabaram pressionando a porta do trem, que emitiu falso alerta de abertura para o condutor, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

O incidente chegou a levantar suspeitas de sabotagem com cunho político, por ter acontecido em época de campanha eleitoral. A direção do Metrô, inclusive, chegou a afirmar que uma blusa havia impedido o fechamento das portas".

COMENTÁRIO - O PSDB tentou usar o episódio durante as eleições, suspeitando de "ação política" (leia-se "PT"), mas a realidade desmentiu a jogada da dupla Serra/Goldman e dos que espalharam o "conto do vigário da blusa fantasma". A propósito, esta quarta-feira (3) foi mais um dia em que a Linha Vermelha (Leste-Oeste) do Metrô enfrentou problemas de superlotação e trens com defeito.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma e sua 1ª entrevista à TV depois de eleita

José Dirceu no 'paredão' do Roda Viva


Entrevista do ex-ministro José Dirceu ao programa Roda Viva, da TV Cultura (1/11). Dividida em quatro partes.

DIRCEU PARTE 1

DIRCEU PARTE 2

DIRCEU PARTE 3

DIRCEU PARTE 4

Serra: intriga até na 'despedida'


‘Até logo’ de Serra desagrada a tucanos, que defendem renovação no partido

Roberto Almeida e Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo


"A declaração do candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB), que em discurso sobre o resultado de anteontem disse que não dava um "adeus", mas um "até logo", causou polêmica entre tucanos e aliados, que reservadamente defendem uma renovação dos quadros da oposição nos próximos anos.

Serra, ao reconhecer a vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, sinalizou que não sairá da vida pública, embora não tenha mencionado se pretende voltar a disputar algum cargo eletivo. Houve repercussão negativa da declaração junto a aliados que se incomodaram com a frase "o povo não quis que fosse agora", usada por ele para falar da derrota".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Editorial analisa momento pós-eleitoral e mídia

Da Agência Carta Maior:

A PRESIDENCIA DE UM PROJETO HISTÓRICO

"Passada a refrega eleitoral de 12 milhões de votos -- vantagem de Dilma sobre Serra-- 'formuladores' tucanos e jornalistas associados tentavam ansiosamente, ontem, em diferentes sessões televisivas, e hoje, nos jornais, curar cicatrizes fundas com unguentos falsos. Um deles, o mais ingenuo, endossado pelo candidato derrotado em seu pronunciamento, sugere que o robusto revés dos votos credenciou Serra a ocupar o posto de líder da oposição a Dilma Rousseff. A união oposicionista que ancora esse raciocícnio é puro miolo de pote, não existe. Sintomático foi o desconcertante antagonismo entre um discurso pretensioso, embora calcado em lugares comuns ginasianos --"estamos apenas começando'; não é um adeus, mas um até logo'-- e o gélido isolamento do derrotado. Dos dez governadores eleitos pela oposição, apenas Geraldo Alckmin fazia figuração ao lado de Serra depois que as urnas deram seu veredicto. Ninguém se baldeou do estado de origem para prestigiar o 'novo líder da oposição' na sua hora mais difícil. São prenúncios de que o ex-governador de SP, a partir de agora, é serio candidato a virar pasta de atum no acerto de contas com desafetos e tubarões da coalizão demotucana. A eles Serra se impôs mais pelo uso da truculência abaixo da linha da cintura, do que pelo endosso a um projeto ou a uma vontade manifesta. Se projeto havia no caso da sua candidatura era autobiográfico. Sugestivamente, trata-se de um critério que a mídia demotucana considera legítimo, da mesma forma que manifesta estranhamento em relação à arquitetura oposta, dardejada com manifestações de ignorancia depreciativa. O estranhamento é recíproco. Dilma sempre se colocou como candidata de um projeto histórico, que tem em Lula seu principal líder e fiador. Nisso reside a sua força, assim como no oposto individualista mora o esfarelamento previsível de Serra. Se o tucano sai menor das urnas, como disse o Presidente Lula, o desafio de Dilma, a partir de agora, será consolidar as linhas de passagem que tornem transparente aquilo que de fato ela representa e seu governo deve espelhar: constituir-se em um novo patamar de aglutinação das forças sociais e da respectiva agenda de prioridades a elas associadas nos oito anos de governo Lula. Somente esse sentido coletivo de projeto, ausente no repertório da direita nativa e de seu candidato, dará a Dilma a base necessária e a clareza de objetivos para avançar. Nesse sentido, certas lições reiteradas mais uma vez nesta campanha não podem ficar de fora do reordenamento de prioridades para os próximos anos: uma delas é a necessidade de se romper o monopólio midiático para que a democracia brasileira possa, de fato, ser o regime cujo poder emana do povo".

Uma mulher na Presidência