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terça-feira, 2 de outubro de 2007

A indústria das multas em ação

A Prefeitura de São Paulo tem previsão de arrecadar R$ 557 milhões com multas de trânsito em 2008. Os dados constam da peça orçamentária do prefeito Gilberto Kassab enviada ontem (1º) à Câmara Municipal.

Eu pergunto: O poder Executivo tem bola de cristal? Como projetar a arrecadação de tanto dinheiro com infração às leis de trâsito? Deveria ser o contrário, ou seja, o poder público fazendo campanha para que todos os cidadãos respeitem as normas e, assim, diminuir a ocorrência de acidentes que só tem aumentado em nosso município.

O perde e ganha dos partidos na Câmara

O processo eleitoral do ano que vem move as cadeiras na Câmara Municipal de São Paulo. Depois do anúncio da volta do vereador Wadih Mutran aos quadros do Partido Progressista (PP), foi a vez das saídas anunciadas das vereadoras Soninha (que deixa o PT e vai para o PPS) e Myryam Athiê (que saiu do PPS e ingressou no PDT). O vereador Edivaldo Estima também deixa o PPS e vai para o PDT.

Na tarde desta terça-feira (2), a vereadora Myryam Atiê anunciou em plenário a sua entrada no PDT do ex-governador Leonel Brizola.

Comentários sobre o "fracasso continuado"

Na Folha desta terça-feira (2), o jornalista Clóvis Rossi tece comentários sobre a gestão educacional paulista sob o comando dos tucanos desde 1995 no artigo Fracasso continuado (para assinantes). O principal deles diz respeito à falta de uma política educacional depois de tanto tempo do PSDB à frente do governo do Estado de São Paulo.

No trecho abaixo, Rossi mostra as razões do fracasso das políticas educacionais produzidas por tantos anos de tucanato no Estado:

"Fracasso pelos motivos óbvios: alunos do terceiro ano -ou seja, prontos para o vestibular de ingresso na faculdade- não sabem mais do que deveriam saber se ainda estivessem na oitava série.

Continuado porque São Paulo é um dos raros Estados em que um mesmo partido (no caso, o PSDB) está no comando há 13 anos. Não vale dizer que José Serra, o terceiro governador da linhagem tucana, está no poder há apenas nove meses e não teria tido tempo de parir um programa próprio para o setor.

Tolice: a proposta de Serra (dois professores em cada sala de aula) não é resposta, a julgar pelo que diz a sua própria secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Para ela, "os professores não estão preparados". Ora, se não estão, dois professores despreparados na mesma sala de aula só aumentarão o tamanho do problema."

Comentário - O método tucano de "aprovação automática" - disseminado no Estado a partir do governo Covas - foi a maneira que esses governos encontraram para reduzir investimentos, piorar a qualidade do ensino e criar condições para a terceirização escolar. O problema é que esqueceram de combinar com o fracasso que veio logo em seguida...

Tucanos em revoada do ninho no Rio de Janeiro

O Jornal do Brasil de hoje (2) informa o estado de preocupação das lideranças tucanas cariocas diante da ida do secretário de Esporte, Turismo e Lazer do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSDB para o PMDB. Eles têm motivos de sobra para preocupação, já que Paes - um tucano de expressão no Rio - levará consigo para a nova legenda um grupo de antigos companheiros de partido.

Pelo visto, a visão "democrática" do tucanato carioca se fará presente ao ato de filiação de Paes ao PMDB: o JB informa que os tucanos farão um "protesto" contra a saída dele e de outros do partido. Depois eles vêm falar de democracia, mas no papel! Esses tucanos!!!

Um pouco de Pepeu Gomes

Considerado pela revista Americana Guitar World como um dos dez melhores guitarristas do mundo e da América Latina[carece de fontes?], aprendeu a tocar violão ainda cedo em sua cidade natal. Aos onze anos ingressou em uma banda, chamada "Los Gatos" e, aos quatorze anos, participou da banda "Os Minos."

Na década de 70, com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Galvão e Baby Consuelo formou o grupo "Novos Baianos". Partiu para a carreira individual com o final do grupo, por volta de 1978.

No final da década de 1980, voltou-se para a música instrumental, participando de festivais de jazz e lançando, em 1989, "Instrumental On The Road".

Nos anos 90 dedicou-se mais a seu trabalho como guitarrista, relendo velhos sucessos como os chorinhos "Brasileirinho" (Waldir Azevedo) e "Noites Cariocas" (Jacob do Bandolim), presentes no início de sua carreira e que fizeram sua fama de virtuose. Também enveredou por um estilo mais pop, com o lançamento de "Meu Coração" em 1999.

Clique aqui e ouça Mil e Uma Noites de Amor (Pepeu Gomes)

Proposta orçamentária eleitoreira

Do Boletim PT Câmara SP:

Prefeitura vai gastar R$ 3 bilhões com obras em ano eleitoral

Em pleno ano eleitoral de 2008, a Prefeitura de São Paulo planeja gastar R$ 3,6 bilhões do próximo orçamento em obras de grande visibilidade, como novas escolas, hospitais e ampliação de vias públicas. Nos últimos três anos, a gestão PSDB/DEM diminuiu o ritmo de obras na cidade e congelou a execução de projetos que estavam no papel.

Além disso, mantém hoje R$ 5 bilhões rendendo juros em aplicações bancárias, em vez de direcionar o dinheiro para melhorar e ampliar os serviços da cidade.

Agora, faltando um ano para a eleição de prefeito e vereadores, a administração municipal anunciou para o ano que vem um pacote de obras: a conclusão do hospital do M’Boi Mirim, a ligação da avenida Jacu-Pessego com a rodovia Ayrton Senna (ex-Trabalhadores) e a construção de vários CEUs (Centros Educacionais Unificados), além de outras obras prometidas na eleição de 2004, promessas que não foram cumpridas.

A proposta orçamentária já está na Câmara Municipal, para ser discutida e votada pelos vereadores até dezembro. No próximo ano, o Executivo planeja arrecadar e gastar ao todo R$ 25,2 bilhões, entre custeio e investimento. A soma envolve toda a receita e despesa da administração direta (prefeitura, Câmara e Tribunal de Contas) quanto indireta (autarquias), e representa um crescimento de 17% em relação ao orçamento em vigor (R$ 21,5 bilhões).

O "gerúndio" foi demitido

O gerúndio é uma das formas nominais do verbo, formada pelo sufixo "ndo" que indica continuidade de uma ação. O uso do gerúndio se tornou comum e demonstra imprecisão de uma atitude como, por exemplo, "vou estar verificando" em vez de "vou verificar".

Tem coisa pior do que ouvir de alguém: "tô chegando"! Que dia? será nas próximas horas ou nos próximos minutos? ou então: "estou resolvendo"! quando? O gerúndio é impreciso e indefinido, quando ele é empregado deixa a dúvida quanto ao passo seguinte. Por isso, apesar de curioso, achei válido o decreto editado pelo governo do Distrito Federal conforme publicação no portal UOL hoje:

"O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), tomou uma decisão que chamou a atenção de quem leu a edição de hoje do "Diário Oficial" do distrito: demitiu o "gerúndio" de todos os órgãos do governo. O decreto com a nova medida também proíbe o uso do gerúndio por desculpa de "ineficiência".