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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Vai mudar

O vereador Carlos Apolinário, ex-candidato a governador pelo PDT e atual lider do partido na Câmara, vai mudar de legenda. O parlamentar está de malas prontas para o partido do prefeito Gilberto Kassab.

NADA DE BRIGA - Apolinário está saindo sem mágoas, em paz com seus antigos colegas de legenda.
PS: O PDT ficará com apenas um vereador na Câmara Municipal

Tudo tranqüilo

Quinta feira(15) várias comissões permanentes da Câmara Municipal de São paulo se reunirão para escolher seus presidentes. O acordo é o seguinte:

Comissão de Justiça - João Antonio (PT)

Finanças e Orçamento- Wadih Mutran (PFL)

Transporte e Trânsito - Celso Jatene (PTB)

Política Urbana - Dalton Silvano (PSDB)

Educação: Claudinho (PSDB)

Saúde - José Ferreira "Zelão" (PT)

PS: O mandato dos integrantes das comissões é de um ano.

Elogio da Dialética

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.

Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.

Só a força os garante.

Tudo ficará como está.

Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.

No mercado da exploração se diz em voz alta:

Agora acaba de começar:

E entre os oprimidos muitos dizem:

Não se realizará jamais o que queremos!

O que ainda vive não diga: jamais!

O seguro não é seguro. Como está não ficará.

Quando os dominadores falarem

falarão também os dominados.

Quem se atreve a dizer: jamais?

De quem depende a continuação desse domínio?

De quem depende a sua destruição?

Igualmente de nós.

Os caídos que se levantem!

Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?

Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.

E o "hoje" nascerá do "jamais".

BERTOLT BRECHT

Charge sem a tecla SAP



Reproduzo acima uma charge de Táia Rocha publicada originalmente no site Fazendo Media. Auto-explicável!

Um sonho americano e um sofisma

O jornal norte-americano USA Today faz uma análise crua sobre o dilema do imperador George W. Bush de retirar ou de manter a ocupação militar do Iraque. Atolado até o pescoço numa aventura bélica que custou milhares de vidas de soldados americanos e de centenas de milhares de iraquianos, o governo Bush persegue seu maior sonho: encontrar uma "saída honrosa".

Só que nessa tentativa, Bush usa - como é costume de quem invade - o sofisma de que "a democracia prevalecerá". O USA Today resgata um discurso do presidente de janeiro do ano passado no qual ele disse: "A história demonstrou que as nações livres são nações pacíficas". Se ele se referiu ao seu país está correto. Se quis dizer em relação ao Iraque, sofismou feio: o Iraque, hoje, não é uma nação livre e nem a política de ocupação trará liberdade e, muito menos, democracia àquele país.

Outro ponto, usando ainda a afirmação de Bush: os Estados Unidos, de fato, são livres e têm uma democracia vigorosa, mas nem por isso podem ser classificados - e a história prova isso - como "uma nação pacífica". Pelo menos no que diz respeito aos países onde resolve patrocinar invasões, guerras fraticidas e estimular o belicismo com a venda de armas e treinamento de rebeldes etc.

Os números da violência policial assustam...

Somente no ano passado policiais de São Paulo eliminaram 705 pessoas, sendo que 570 morreram porque resistiram ao trabalho da polícia (confronto), segundo os registros da Secretaria de Segurança Pública.

As outras 138 perderam a vida assassinadas por policiais que estão sendo investigados por homicídios culposos ou dolosos.

Fonte: Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo.

É possível combater a violência sem um processo de reeducação da polícia?

O que fazer?

Comoção faz CCJ do Senado desenterrar projeto sobre maioridade penal

Redução da maioridade penal não reduzirá crime, diz presidente da OAB

Ellen Gracie defende cautela na discussão de projeto sobre a violência

Na Câmara, Chinaglia recusa acelerar discussão sobre a maioridade penal

Estas foram as manchetes de jornais e de telejornais nos últimos dias. Como podemos presenciar, o debate sobre a maioridade penal voltou com força, infelizmente, devido ao crime bárbaro que ocorreu no Rio de Janeiro causando a morte do garoto João Hélio, de seis anos de idade.

Não tem como fugir: algo muito consistente precisa ser feito para combater a violência e o crime organizado que se instalou em alguns estados da federação com poder de fogo, em alguns casos, maior do que aparato estatal.

Porém, como diz o ditado, “cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. Em momentos de grande comoção sociail a cautela deve dobrar. Sabe por quê? Políticos, em sua grande maioria, gostam de dar satisfação à opinião pública, mesmo que tenham que adotar medidas superficiais, paliativas e sem muita consistência para enfrentar o problema. Para muitos, estar de bem com seu eleitorado é o bastante, à poucos importam as questões programáticas.

Debater? Claro! Precisamos de muita discussão para construir uma saída que resolva o problema da violência.

Deliberar? Aí precisa de mais paciência, equilíbrio. Nada deve ser decido de afogadilho, apenas para dar satisfação à opinião pública.

Anunciar a redução da maioridade penal como uma medida capaz de solucionar ou mesmo amenizar o problema da violência é enganar a opinião pública. Para combater o crime organizado e a violência em nossa sociedade é preciso procurar as raizes do problema. Quero citar algumas medidas que considero mais urgentes do que qualquer mudança do Código Penal:

Preparar melhor as nossas polícias, investindo na inteligência e modernizando equipamentos, bem como, investir na melhoria das condições de trabalho dos policiais;

Combater a corrupção nas corporações policiais. Qualquer cidadão sabe o tamanho da corrupção nas polícias. Não entendo por que não há um combate organizado deste tipo de prática;

Colocar mais policiamento nas ruas com o devido preparo para a função.

Investir em educação, mais escolas profissionalizantes, melhorar a qualidade do ensino e democratizar o acesso às universidades;

Fazer a economia brasileira crescer, gerar emprego e distribuir melhor a renda em nosso país;

Mudar o Código Penal talvez seja também necessário, porém, anunciar 'alterações' como se fossem o remédio para curar o mal é uma receita errada - poderia até acalmar a população momentaneamente, mas não resolveria o problema.

Com relação à diminuição da maioridade penal não vejo nenhum sentido na medida. Nossos adolescentes, em sua grande maioria, não precisam de cadeia - precisam de educação. Para aqueles que cometem crimes hediondos, talvez seja preciso alguma alteração na legislação para impossibilitar que depois de três anos volte a ser uma ameaça à sociedade. No entanto, estas medidas só se justificariam se viessem acompanhadas de mudanças consistentes nas instituições estatais que hoje são responsáveis pela ressocialização desses jovens.

Que futuro terá um adolescente com a educação dada na Febem aqui no Estado de São Paulo?