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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Apetite privatista tucano é ainda maior com Serra

Desde que colocou os pés no Palácio dos Bandeirantes, o tucano José Serra tem dado sinais claros de como deseja ampliar a chamada "privataria" do Estado de São Paulo, iniciada lá atrás pelas mãos do seu antecessor, Geraldo Alckmin. Serra já falou em "assumir" diversos órgãos federais, uma vez que comandaria um governo "eficiente", em contraposição ao que acha ser o governo federal.

No fundo, é o apetite privatista falando mais alto. Pode-se reforçar essa "fome" tucana lendo o artigo Colapso dos aeroportos de São Paulo (só para assinantes da Folha/UOL), assinado por ninguém menos que o tucano e cria do quercismo Alberto Goldman, que por acaso é o vice-governador do Estado. Nele, o engenheiro fala com ares de autoridade sobre "os gargalos no sistema aeroviário", e conclui: "O governo federal tem sido incapaz de encarar o desafio. Que o entregue, pois, ao governo paulista".

Sabe-se, naturalmente, qual seria o caminho se isso fosse levado a sério: a privatização líquida e certa para os mesmos consórcios de sempre, em cujas mãos os tucanos entregaram as rodovias que esfolam os paulistas pelos pedágios mais numerosos e caros do mundo - só para citar um exemplo. Eles privatizaram tudo e os consumidores estão a ver navios para pagar as contas hoje em dia (vide luz, telefones, pedágios). Querem privatizar o espaço aéreo!

Perguntas pertinentes - A propósito de ineficiência, o que o vice-governador acharia de São Paulo ser obrigado a entregar ao governo federal o sistema de ensino estadual que está completamente falido? Ou passar o sistema de metrô e de trens para a administrçaão federal, visto que a malha não aumenta, embora os preços sejam altos e os serviços hoje sejam um caos?

PSDB tenta barrar CPI da Habitação na Alesp

Do jornal Folha de São Paulo

Suspeito de receber propina, o líder tucano na Casa, Mauro Bragato, negou em discurso acusação e chorou no plenário

Aliados de Alckmin e Serra fazem manobra e minimizam acusações para evitar que o Legislativo estadual investigue o ex-secretário

"Com as bênçãos do Palácio Bandeirantes, a base de apoio do governador José Serra (PSDB) e aliados do ex-governador Geraldo Alckmin, também tucano, já se articulam para impedir a instalação de uma CPI na Assembléia paulista que investigue irregularidades na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), apuradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Leia mais (para assinantes).

Comentário: Não dá para acreditar! Os tucanos levam ao pé da letra a frase que costumamos ouvir nas ruas - "na pratica a teoria é outra"- Esta frase, traduzida para o dialeto tucano (tucanês) tem o seguinte sentido: "O que falamos quando não estamos no governo não é para ser levado a sério!".

Por que será que eles têm tanto medo de CPI para investigar seus governos?

3° Congresso do PT

O Partido dos trabalhadores realizará seu 3° Congresso no mês de agosto do corrente ano. No último final de semana, os municípios paulistas realizaram seus encontros com o objetivo de organizar suas delegações para o encontro estadual que ocorrerá no primeiro final de semana de agosto. Será este encontro que elegerá a delegação paulista para o Congresso Nacional.

Com 90% das urnas apuradas, foi computada a presença de 40 mil filiados nos encontros realizados no último final de semana.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Vai vetar

Os vereadores de São Paulo aprovaram um projeto de lei de autoria do colega Ricardo Texeira que proíbe os carros de estacionar nas ruas da região central da cidade. Votei favorável a propositura por entender que o trânsito no centro da cidade já está saturado.

Esta medida por si só não resolve o problema. Tenho consciência que a solução definitiva virá de várias ações combinadas, tais como: melhorar a qualidade do transporte coletivo, aumentar a malha metroviária e ferroviária, construir as garagens subterrâneas e obviamente reduzir o número de automóveis na área central.

O projeto aprovado contribui exatamente para diminuir o número de automóveis nas ruas do centro. Portanto, não deveria ser vetado pelo prefeito.

PS: O prefeito já anunciou que vai vetar o projeto aprovado na Câmara Municipal. Resta agora a coragem dos vereadores para derrubar o veto e promulgar a lei. Se depender de minha vontade é o que vai acontecer.

O prefeito errou

Todos que trafegam pelas ruas de São Paulo deve ter notado que os congestionamentos têm piorado nesta semana. Sabe por quê? O prefeito Gilberto Kassab suspendeu o rodízio durante o mês de julho, período de férias escolares. Transitar pela cidade em horário de pico, já era um transtorno com o rodízio de placas e agora, com esta nova medida, está insuportável.

Considero a suspenção um equívoco pelos seguintes motivos: além de piorar o caótico trânsito da cidade, está contribuído para aumentar a poluição de São Paulo.

Em tempos de esforços concentrados para combater o efeito estufa, esta medida não é politicamente correta.

O prefeito precisa urgentemente rever sua decisão.

Só faltaram as logomarcas de tucanos e demos

Tucanos e aliados continuam ferindo os princípios constitucionais da impessoalidade e da finalidade - ao usar e abusar da "simbologia partidária" em espaços públicos. Os casos mais gritantes se referem ao Fura-Fila (Expresso Tiradentes) e agora ao Hospital Cidade Tiradentes. Nas duas obras, o uso das cores do PSDB e do ex-PFL (azul e amarelo) é uma forma de propaganda de um grupo político.

O abuso é tanto que o jornal Diário de S. Paulo publicou uma nota hoje (3) intitulada Cores aliadas. Nela, o jornal diz:

"Ainda sobre o hospital Cidade Tiradentes, freqüentadores notaram que o azul e o amarelo se destacam na parte externa do prédio. O mesmo ocorre no Expresso Tiradentes (o Fura-Fila), outra obra inaugurada recentemente por Kassab. Coincidência ou não, são as mesmas cores que predominam nas logomarcas do DEM (ex-PFL) e do PSDB".

Comentário - É a velha confusão entre o público e o privado - escancarada pelo conluio entre interesses do Estado e da Prefeitura e de grupos ligados aos partidos de apoio da base do governo tucano-pefelista. Olhem-se os casos da roubalheira na CDHU, o desvio de recursos da Nossa Caixa, a licitação suspeita da Sabesp com a Gautama, o superfaturamento do Rodoanel - esses e tantos outros escândalos tucanos fogem ao princípio básico do respeito aos interesses do Estado.

A propaganda e a contrapropaganda das AMAs

Quem passou os olhos na programação das tevês comerciais nos últimos tempos, viu o quanto a Prefeitura de São Paulo tentou convencer a cidade com uma propaganda ao estilo do Casseta & Planeta - bem na linha dos "seus problemas acabaram". Uma propaganda feita nesses termos foi a das unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs), criadas em 2005 pelo então prefeito tucano José Serra como "promessa de resolver os problemas da saúde em seis meses".

Não só os problemas não foram resolvidos como estão a cada dia piores. A contrapropaganda - o contrário do que dizem os comerciais oficiais - é feita pela própria realidade, segundo matérias de diversos jornais que mostram como as AMAs estão cheias de problemas, o atendimento tem piorado e que a marca dessas unidades é a superlotação. Veja abaixo:

Do Jornal da Tarde, hoje:

As AMAs estão cada vez mais superlotadas

"Mesmo com o aumento de 42% na oferta de consultas, que passou de 175 mil atendimentos por mês em 2006 para 250 mil este ano, as 50 unidades de Assistência Médico-Ambulatoriais (AMAs) inauguradas na Capital já estão superlotadas e a demora na fila de espera chega a três horas. Para dar conta da demanda de pacientes, a nova aposta da Prefeitura é duplicar o número de postos, instalando, até outubro, 34 AMAs em regiões da Cidade que já contam com unidades e outras 16 até dezembro (locais ainda não definidos)".

Leia mais aqui.