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sábado, 3 de março de 2007

Sobre o manto da "eficiência"

O Jornal da Tarde traz hoje dados sobre o aumento da violência que somados aos de outras áreas, ajuda compreendermos a incapacidade dos sucessivos governos tucanos resolver os problemas do nosso Estado. Veja os números:
"Mais um assalto a banco ontem à tarde, em Diadema, fechou a semana violenta que assolou a Grande São Paulo. Nos últimos sete dias foram registrados três chacinas, seis assaltos a banco com 15 mortos e nove feridos, entre eles a adolescente Priscila Aprígio da Silva, de 13 anos, que perdeu o movimento das pernas, e o eletricista Raimundo José Jesus dos Santos, 39 anos, que teve uma perna amputada. Entre as vítimas da semana estão duas crianças de 3 e 4 anos, assassinadas depois de tentativas de roubo, e um agente federal foi baleado depois de sacar R$ 5 mil no banco".

Eu não consigo entender o discurso de competência que os tucanos insistem em fazer, e cada dia entendo menos a cabeça daqueles que acreditam nessa lorota do PSDB. Eles estão governando o Estado de São Paulo há 12 anos, sem contar os quatro anos que o saudoso Franco Montoro (PSDB) governou nosso Estado.

O que aconteceu nestes doze anos de governo?

A dívida do estado que no início do governo do saudoso Mário Covas era de R$ 30 bilhões, hoje está próxima de R$ 200 bilhões. Não sabemos o que fizeram com dinheiro da suspeita privatização das empresas estatais paulistas.

A educação só piorou. Veja os números só do Ensino Médio: no Estado de SP estudam 1,6 milhão de alunos - 127 mil foram reprovados em 2006 na 1ª série, 81,4 mil
foram retidos na 2ª série e 54,5 mil são os reprovados no último ano. Sem contar os resultados do completo abandono do ensino fundamental.

A obra da linha quatro do Metrô na cidade de São Paulo desmoronou e tudo leva a crer que foi por falta de fiscalização por parte do governo de Estado.

O PCC nasceu e se consolidou no período em que os tucanos governam o Estado.

Os dados publicados hoje (03) sobre o aumento da violência ajudam a desmascarar ainda mais a chamada “eficiência administrativa” do PSDB.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Poema da noite

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem

BERTOLD BRECHT

Sobre o Oscar 2007 e duas indicações

Por Celina Sales

Na semana passada acompanhamos, cada um a seu modo, a entrega do Oscar. Na minha opinião de amadora e sem querer polemizar, até porque meus conhecimentos não são profundos, não acho que o Oscar seja uma premiação representativa do que se produz mundo afora com qualidade.

Não quero dizer que os filmes são todos ruins, mas acho que Festivais como o de Berlim, Cannes e Sundance e o Globo de Ouro apresentam filmes muito melhores. Mas a supremacia americana tem sido imbatível há anos e a festa, acompanhada pelo mundo inteiro, é uma grande fogueira de vaidades.

Vou me ater ao prêmio de melhor ator. Desde muito cedo acompanho os trabalhos de Forest Whitaker, que nunca esteve entre atores mais falados da indústria cinematográfica. Torci muito por ele porque gosto do seu trabalho.

Biografia (Vídeo 21) - "O ator e diretor norte-americano Forest Whitaker, que tem sua carreira construída sobre papéis de coadjuvantes, costuma roubar a cena com suas interpretações discretas de uma grande variedade de personagens, foi o que aconteceu em filmes como Platoon e Bom Dia, Vietnã, tendo se firmado como um dos grandes atores negros de sua geração.

Formado em Música pela University of Southern California (USC), onde entrou com uma bolsa para jogar futebol americano, Whitaker também estudou drama em Berkeley e participou de inúmeras peças antes de estrear frente às câmeras com apenas 21 anos em Picardias Estudantis, de 1982, coincidentemente interpretando um jogador de futebol.

Mas só quatro anos depois Whitaker atrairia a atenção da crítica ao interpretar o jovem jogador de sinuca que desafia o personagem de Paul Newman em A Cor do Dinheiro, de 1986. Dois anos depois, o ator seria escalado por Clint Eastwood para o aclamado papel do músico de jazz Charlie "Bird" Parker na cinebiografia Bird, pelo qual ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Em 1992, Whitaker conquistaria a fama com o papel do soldado britânico capturado cuja relação com o misterioso personagem Dil catalisa o enredo de Traídos pelo Desejo. O sucesso do papel faria Whitaker trabalhar incessantemente nos próximos anos.

De um estilista famoso no filme de Robert Altman sobre o mundo da moda Pret-a-Porter, em 1994, passando pela ficção científica A Experiência, no ano seguinte, até o aclamado drama de Wayne Wang, Cortina de Fumaça, de 1995, adaptação de uma série de contos de Paul Auster, Whitaker passou por quase todos os gêneros do cinema.

Além de seu trabalho frente às câmeras, Whitaker também fez suas incursões como diretor, embora não tão bem-sucedidas como seu trabalho como ator, em Falando de Amor, uma adaptação do romance de Terry McMillan com Angela Basset e Whitney Houston no elenco e Quando o Amor Acontece, um drama com Sandra Bullock no papel de uma mulher que retorna à sua cidade natal após descobrir que era traída pelo marido.

Entre seus papéis mais recentes estão o personagem-título do filme de Jim Jarmusch, Ghost Dog, de 1999, um assassino de aluguel e um alienígena na ficção científica A Reconquista, produzida e protagonizada por John Travolta, em 2000".

Assim, destaco dois filmes, entre tantos:

BIRD (Bird, EUA, 1988) - Elenco: Forest Whitaker, Diane Venora, Samuel E. Wright, Keith David.

Sinopse - Filme sobre a vida do saxofonista Charlie "Yardbird" Parker (Forest Whitaker), dirigido por Clint Eastwood, grande aficcionado do jazz. O filme destaca os amores de um dos mais famosos jazzmen norte-americanos, além de seus problemas com as drogas e com o álcool, que interferiram em sua carreira. Vencedor do Oscar de Melhor Som, em 1989 (Cineclick)

TRAÍDOS PELO DESEJO (The Crying Game, Inglaterra, 1992) - Elenco: Forest Whitaker, Miranda Richardson, Stephen Rea, Adrian Dunbar, Breffni McKenna, Jaye Davidson, Joe Savino, Jim Broadbent.

Sinopse - Esse suspense de Neil Jordan ganhou o Oscar de roteiro original. Stephen Rea, que sempre está nos filmes do diretor, é Fergus, um militante do IRA que fugiu de Londres depois de uma missão malsucedida, que teve a morte de um refém. Considerado traidor, é perseguido pelos seus antigos companheiros do grupo, ele vai atrás de Dil (Jaye Davidson), a ex-namorada do refém morto. Os dois acabam se apaixonando, mas ela nada sabe de seu passado terrorista, tampouco ele sobre a vida dela (Cineclick)

Bom fim de semana!!!

Maldita herança caseira

O faz-de-conta do governador José Serra quando o assunto é a "continuação" dos 12 anos de tucanato no Estado não tem limites. Agora, Serra - o "descolado" - diz que "herdou" dos antecessores os cortes nas verbas orçamentárias para a segurança, a saúde e a educação. Como se quisesse dizer: "Eu não faria isso e eles tiveram a coragem de fazer". Ou, no melhor estilo do seriado de TV Lost, atribuiria isso aos "outros".

“Estamos herdando isso”, afirma tucano - em entrevista ao Jornal da Tarde. Fazendo de conta que ele não é do PSDB, que Cláudio Lembo não foi o sucessor de Geraldo Alckmin e que, portanto, ele é a continuação dos que deixaram a tal "herança maldita".

PS - E trata-se de uma "herança maldita caseira", do próprio partido e do seu agregado...

Reunião da Comissão Executiva do PT

A Direção Executiva do Partido dos Trabalhadores fará a sua primeira reunião do ano na próxima segunda feira as 9h, na sede do PT estadual. Na pauta, a preparação do 3º Congresso do partido.

Os leitores que quiserem podem enviar sugestões para o blog.

Você sabia?

Que quando o prefeito veta uma lei, esta volta à Câmara Municipal para nova apreciação dos vereadores?

Que os vereadores tem a prerrogativa de aceitar ou derrubar o veto do prefeito?

Que existem vetos na Câmara municipal de São paulo de 15 anos atrás que ainda não foram analisados?

PS - Estão na fila para serem votados no Legislativo Paulistano cerca de trezentos vetos. O presidente da Câmara está tentando construir um acordo para votá-los nos próximos meses.

Tô nessa! Conte comigo, presidente!

O fundador da Força Sindical no governo

O ex-presidente da Força Sindical e ex-deputado Luiz Antonio Medeiros é o novo titular da Secretaria de Relações do Trabalho. Ele deve assumir na próxima segunda feira.

O ex-deputado foi convidado para assumir esta função a pedido do presidente Lula.

O ministro Luiz Marinho foi presidente nacional da CUT.

PS - O Ministério do Trabalho passa a ser conduzido por legítimos representantes das duas maiores centrais sindicais (CUT e Força Sindical).